Cirurgia bariátrica pode reduzir doenças

Cirurgia bariátrica pode reduzir doenças

Foto: Dreamstime

Um estudo sueco revelou que a cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como redução do estômago, diminui em 33% o risco de ataque cardíaco e de acidente vascular cerebral, conhecido como derrame.

Os pesquisadores acompanharam 4.047 pacientes obesos durante 15 anos. Cerca da metade dos participantes foram submetidos a cirurgia bariátrica e os demais ao controle da obesidade por métodos tradicionais.

"Estudos recentes estão comprovando que a cirurgia bariátrica não é eficaz somente no controle do peso, mas em diversos problemas relacionados a obesidade. Hoje, inclusive, a cirurgia está sendo tratada como cirurgia metabólica, devido aos diversos benefícios que proporciona ao paciente", diz o cirurgião bariátrico Roberto Rizzi, membro da Federação Internacional de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Dos 2.010 participantes do estudo que teve a cirurgia, 68% escolheram gastroplastia vertical, 19% foram submetidos à banda gástrica e 13% optaram pela técnica de bypass gástrico, a mais utilizada no Brasil.

Após 15 anos os participantes que foram submetidos ao tratamento cirúrgico tinham perdido 16% do seu peso corporal inicial, enquanto o grupo que não passou pela cirurgia manteve a média de peso. "Com a cirurgia os pacientes eliminam, em média, 40% do peso corporal. Mas ela não é definitiva, o paciente precisa adotar um estilo de vida saudável, incluindo alimentação balanceada e a prática de exercícios, ou volta a ganhar peso ao longo dos anos", explica Rizzi.

Outro estudo, realizado pelo Centro de Pesquisa Cardivascular da Universidade de Glasgow, na Inglaterra, revelou que a obesidade nos homens aumenta em 75% o risco de ataque cardíaco, independente de terem ou não outros fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

O estudo, que foi publicado na publicação científica Heart, acompanhou durante 15 anos 6.082 pacientes do sexo masculino que foram diagnosticados com colesterol alto, mas que não tinham histórico de doença cardíaca ou diabetes.

Durante o período do estudo, os pesquisadores observaram 214 mortes causadas por doenças cardíacas e 1.027 pacientes que sofreram ataque cardíaco e/ou acidentes vasculares que não resultaram em morte.

Mesmo após a exclusão de variáveis relevantes, como idade e histórico de tabagismo, o risco de morte entre os homens obesos, com o Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 39,9, era 75% superior comparado a homens não obesos.


Por Jessica Moraes

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