Candidíase atinge uma em cada quatro mulheres

Candidíase atinge uma em cada quatro mulheres

Foto photostock/http://bit.ly/gdAJw0

Coceira e irritabilidade na região vaginal? Cuidado, pode ser candidíase. Estima-se que três em cada quatro mulheres tiveram ou terão um episódio da doença causada pelo fundo a Candida sp, muito frequente, principalmente em mulheres que tem vida sexual ativa.

Existem muitos mitos em torno da doença, como por exemplo, só ocorre por falta de higiene ou a transmissão é feita pelo parceiro. Mas o ginecologista e obstetra pós-graduado pela USP, Dr José Bento, esclarece algumas mitos da candidíase, que atinge cerca de 75% da população feminina.

A candidíase vaginal é a causa mais frequente de infecção nos genitais, segundo Dr José Bento. "Ela provoca ardor, coceiras, dor durante a relação sexual e a eliminação do corrimento vaginal em grumos. Com frequência, a vulva e a vagina encontram-se inchadas e irritadas. As lesões podem estender-se também pela região perianal", explica o especialista.

E o parceiro deve ser informado quando sentir os sintomas, pois ambos precisam ser medicados. "Não é uma doença de transmissão exclusivamente sexual e ambos precisam ser cuidados para isto não se propagar", reforça o médico.

As grávidas são bastante propensas a esse tipo de infecção, bem como as mulheres na fase antes do período menstrual e as diabéticas que estão com a doença descompensada. Além disso, outro fator que interfere no surgimento da candidíase é o uso de antibióticos e corticoides, pois eles podem alterar a flora vaginal e os sistemas de defesa do organismo.

Pacientes com deficiência do sistema imunológico, como os portadores de HIV, também são muito sensíveis a essas infecções por não conseguirem combater esses germes naturalmente. "O sistema imunológico é um dos principais responsáveis por manter o desenvolvimento da candidíase vaginal sob controle. Por isso, seguir uma boa alimentação e estar com a saúde em dia é muito importante para prevenção da doença", salienta Dr. José Bento.

Algumas medidas podem colaborar para prevenir a candidíase, são elas: a higiene diária e nos dias mais quentes é recomendável tomar mais de um banho; usar roupa íntima de algodão, evitando produtos sintéticos, inclusive meia calça, para que a pele possa respirar e a umidade ser diminuída.

"Vale lembrar também da importância do uso de preservativo em todas as relações sexuais", diz o médico. O ginecologista aconselha ainda a se fazer a higiene genital com muito cuidado, evitando o uso de duchas vaginais.

O diagnóstico clínico da candidíase vaginal é feito através do exame ginecológico, e pode ser complementado com exames de laboratório como o Papanicolau, onde a secreção é colhida e analisada microscopicamente.


O tratamento é feito à base de antimicóticos locais, com princípios ativos como o clotrimazol. Complementar o tratamento com uma dieta especial, preparada em conjunto com o médico, também ajuda a recuperar a saúde e a reconstruir o sistema imunológico.

Por Carmem Sanches

Comente