Cãncer de ovário: fique atenta aos sinais e previna-se

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Em todos os momentos da vida as mulheres devem se preocupar com a saúde. Porém, existe uma doença que reforça ainda mais a necessidade de tornar as visitas ao ginecologista um hábito: o câncer de ovário.

Segundo um levantamento do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), sete em cada 10 mulheres chegam ao hospital com o câncer de ovário em estágio avançado, o que pode comprometer o sucesso de um tratamento.

Isso acontece pois os sintomas são muito sutis, como o inchaço abdominal, a menstruação irregular e a indigestão. "O câncer de ovário infelizmente é uma doença silenciosa, em que 75% dos casos diagnosticados já estão em estágio avançado. Apenas 10% deles apresentam componente genético hereditário", declara o Dr. Gilberto Nagahama, Ginecologista do Hospital San Paolo- centro hospitalar de alta complexidade (SP).

De acordo com o Inca(Instituto Nacional de Câncer),aproximadamente 6.000 novos casos de mulheres com esse tipo de câncer são esperados neste ano no Brasil. O índice de mortalidade do câncer de ovário chega a 50%, maior número entre os tumores ginecológicos.

"A visita ao ginecologista anualmente ainda é o melhor método para descoberta precoce da doença, o que melhora as chances de cura. Outros fatores que diminuem o risco são: alimentação saudável, não tabagismo e atividades físicas", afirmou o médico. O Dr. Gilberto acrescenta também que o uso de anticoncepcionais atua como um fator protetor do câncer.

Apesar de acontecer com maior incidência em pacientes que estão passando pela menopausa, a enfermidade pode se manifestar em qualquer faixa etária em que os ovários estejam em atividade. Por isso, desde cedo a visita médica é um aliado importante na vida de qualquer mulher, já que a identificação precoce da doença é um desafio na área médica.

Fique atenta aos sinais:

Confira abaixo outros sintomas que não estão exclusivamente atrelados ao câncer de ovário, mas podem se manifestar com a doença:

- Aumento excessivo de pelos;

- Aumento na frequência ou urgência urinária;

- Aumento de gases;

- Indigestão;

- Falta de apetite;

- Náusea e vômitos;

- Sensação de peso na pélvis;

- Abdômen ou barriga inchados;

- Dor nas costas inexplicável, que piora com o tempo;

- Sangramento vaginal;

- Desconforto vago no baixo abdome;

- Ganho ou perda de peso;

- Constipação;

- Ciclos menstruais anormais.


Por Vila Mulher

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