Campanha pede: "não seja um cara de cocô"

Campanha pede não seja um cara de cocô

Cartaz da campanha "Cara de Cocô". Foto/ Divulgação

Muitas doenças são transmitidas pelas fezes de animais domésticos. Por isso conscientizar os donos dos pets de que o cocô do seu animal deve ser recolhido é fundamental para garantia da saúde. Manter a higiene nas calçadas é o foco da campanha "Cara de Cocô". Como todo mundo sabe, os donos são os únicos responsáveis pela coleta da sujeirinha de seus cães e o projeto "Cara de Cocô" reflete o momento que fica estampado na cara quando ele não cuida do espaço público.

A campanha está na internet. Com o slogan: "Não seja um cara de cocô, mantenha a calçada limpa!" os designers que a criaram estão conseguindo mobilizar pessoas de maneira humorada. A página de relacionamento da campanha no Facebook (http://pt-br.facebook.com/fora.cara.de.coco) disponibiliza links para quem deseja utilizar os cartazes e material informativo criado.

Para participar é só baixar o arquivo, imprimir o cartaz e colocar o seu protesto perto de lugares onde isso acontece. A campanha que acontece no Rio de Janeiro pede aos donos de cães um cuidado redobrado com as fezes dos seus bichinhos nas ruas, pois elas podem causar doenças.

A campanha foi criada pelos cariocas Rodrigo Westin e Ricardo Saint Clair. A ideia é bem humorada, mas trata de um assunto sério. As fezes dos cães podem causar doenças como verminoses, infecções intestinais, que causam diarreias, vômitos e até doenças de pele como bicho do pé e bicho geográfico.

Para existir, a contaminação é preciso ter contato direto com as fezes do cachorro, porém, as fezes de cães que levamos para casa na sola do sapato, na roda de um carrinho de feira ou de bebê, aumentam as chances de contrair uma doença.


Multas

No Rio de Janeiro não recolher o cocô do cachorro dá multa que varia entre R$ 28,29 a R$ 2.829,77 e existe desde 2008. Em São Paulo, a multa é simbólica, R$ 10,00. O Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura diz que é muito difícil ter denúncia ou flagrante. E que o mais importante é fazer campanha de esclarecimentos.

Por Catharina Apolinário

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