Brigar com pessoas queridas pode te matar antes do tempo

Brigas

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Você vive constantemente discutindo com seus familiares, ou brigando com o chefe e se estressando com pessoas do seu círculo social? Cuidado!

Um estudo realizado pela Universidade de Copenhagen sugere que as pessoas que estão frequentemente preocupadas ou se metem constantemente em conflitos sociais têm um risco maior de morrer prematuramente. Ou seja, se você quiser viver mais tempo, melhor aprender a ser mais pacífica!

Já foi comprovado que ter relacionamentos verdadeiros e saudáveis protegem tanto o corpo quanto a mente, mas pouco se sabe sobre os efeitos destrutivos que os reflexos dos atritos nos relacionamentos diários podem causar na saúde das pessoas, mas o estudo encontrou algumas respostas interessantes para essa questão.

Para a pesquisa foram analisados 9875 dinamarqueses homens e mulheres, com idade entre 36 e 52 anos, que foram questionados sobre a quantidade de reclamações que seus parceiros, parentes, amigos ou vizinhos fazem e que provocam preocupações ou conflitos. A análise foi feita ao longo de 11 anos e, durante esse período, 4% dos participantes morreram - alguns em decorrência de câncer, doenças do coração ou AVC e, ainda, de doenças do fígado, acidentes ou suicídio.

O mais interessante descoberto pelo estudo foi que os entrevistados que mais disseram estar "sempre" ou "bastante" preocupados apresentaram o dobro de chance de morrer prematuramente do que os que raramente se preocupavam. Os que sempre discutiam com amigos e pessoas queridas também corriam o mesmo risco, já para os que entravam em conflitos com vizinhos o risco triplicava.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo afirmam que o modo como o nosso corpo responde à uma briga pode ser um dos principais fatores para essa "redução no tempo de vida". Quando temos que lidar com alguma situação estressante (como no caso de conflitos ou brigas), o nosso corpo fica "recheado" de cortisol.

O cortisol é um hormônio liberado pelo cérebro que aumenta a pressão arterial e o açúcar no sangue, para que o corpo possa se preparar para (literalmente) correr de situações de perigo - e sim, o estresse é encarada como uma dessas situações, mesmo que você não saia correndo por aí.

Quando o problema é resolvido, os níveis de cortisol voltam ao normal e tudo fica bem. O problema é quando o estresse é constante: em longo prazo pode comprometer o sistema imunológico e ajudar a desenvolver doenças crônicas. O excesso de cortisol no corpo também pode provocar outros problemas como insônia, depressão, diabetes e obesidade.

O estudo mostra também que pessoas neuróticas, inconstantes ou que estão sempre nervosas apontaram uma saúde frágil e demonstraram maior propensão às discussões.

Mais análises ainda devem ser feitas para explicar a correlação entre morte prematura e brigas. Mas não custa nada tentar contar até 10 da próxima vez, antes de sair discutindo com o mundo, não é mesmo?


Por Tissiane Vicentin

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