Baixa umidade nas cidades pode causar problemas

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Baixa umidade nas cidades pode causar problemas

Muitas cidades brasileiras ficaram em estado de alerta por conta da baixa umidade do ar neste inverno. Mas o que essa baixa umidade pode ocasionar na vida dos moradores? O Vila Equilíbrio traz para você dicas e informações sobre esse assunto.

Esta semana os valores de umidade relativa do ar têm previsão de estarem baixos entre o leste do Amapá, centro-sul do Pará, Tocantins, sul do Piauí, oeste da Bahia, Triângulo Mineiro, oeste e noroeste de Minas Gerais, grande parte de Goiás, Distrito Federal, centro-norte do Mato Grosso, norte de Roraima, noroeste, norte e nordeste de São Paulo e em parte Rio de Janeiro.

Os seres humanos são sensíveis à umidade do ar porque o nosso corpo regula a temperatura através da transpiração. Portanto, quanto mais elevada a umidade relativa do ar maior será a sensação de calor, pois a transpiração diminui. Especialistas afirmam que a umidade relativa do ar ideal deve se manter entre 60 e 30%. Segundo meteorologistas da SOMAR, nos próximos dias o tempo continuará seco e com índices de umidade muito baixos em algumas partes do país.

Na região central do Brasil os índices chegaram a apenas 13%. De todas as Capitais brasileiras, Campo Grande é a que mais tem sofrido com essa situação e teve índice de 15%. Estudos da Unicamp indicam que valores abaixo 12% são considerados estado de Emergência, entre 12% e 20% estado de Alerta e entre 20% e 30% estado de Atenção. Municípios de Mato Grosso e Piauí já estão em estado de alerta.

Problemas respiratórios, alérgicos e doenças de pele são mais comuns nessas condições. A baixa umidade do ar pode provocar complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento de mucosas e da pele, sangramento pelo nariz, irritação dos olhos, além do aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas. Quem mais sofre são crianças e idosos.

Um estudo realizado pela meteorologista Micheline Coelho, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), apontou que o risco de morte aumentou de 0,26% para 0,64% quando a umidade relativa variou de 100% para níveis próximos de 10%. A análise foi feita a partir da onda de secura registrada em agosto de 2010, quando aconteceu o mês mais seco desde 1961, ano do início do registro destes dados. Na ocasião, a cidade de São Paulo enfrentou uma sequência de 11 dias com umidade abaixo de 20% e com picos de 12%. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera seguro níveis acima de 60%.


Dicas

Para você se proteger da baixa umidade trazemos algumas dicas retiradas do Site Médico: beba bastante líquido, preferencialmente água; mantenha a higiene doméstica evitando o acúmulo de poeira; durma em local arejado e umedecido,você pode usar umidificadores de ar, toalhas molhadas ou reservatórios com água nos quartos; planeje as atividades físicas para o período da manhã (até as 10h) ou para o fim da tarde (depois das 17h); proteja-se da exposição ao sol entre as 10h e as 17 horas; evite banhos com água muito quente, que provocam ressecamento da pele; use soro fisiológico para olhos e narinas, em caso de irritação; evite exposição prolongada a ambientes com ar condicionado; pessoas com antecedentes de doenças alérgicas respiratórias, como bronquite e rinite, costumam ter crises com a baixa umidade do ar por isso procure seu médico e siga suas recomendações.

Por Catharina Apolinário

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