Autotransplante de medula óssea contra o câncer

Autotransplante de medula óssea contra linfomas e

Foto/ Divulgação TV Globo

O ator Reynaldo Gianecchini passou por uma infusão de células-tronco na semana passada, coletadas do próprio sangue. O procedimento é parte de um autotransplante de medula óssea para tratamento de um linfoma que afeta o sistema imune do ator, diagnosticado no ano passado. Mas o que seria isso?

De acordo com informações do Hospital São José, que é referência em oncologia, denomina-se transplante autólogo, ou autotransplante, quando as células-tronco usadas são do próprio paciente. Tal procedimento é utilizado no tratamento de tumores como linfoma e mieloma, mas pode também ser indicado em caso de doenças autoimunes, como a escleroderma, esclerose múltipla e lúpus eritematoso sistêmico.

Pode ser indicado em caso de linfomas que não reagem satisfatoriamente ao tratamento inicial ou quando a doença reaparece após uma resposta inicial. Também pode ser um recurso para prolongar a duração de uma resposta inicial ao tratamento do linfoma, mas geralmente faz parte dos procedimentos iniciais do mieloma.


Já nas doenças autoimunes, o transplante é usado em casos mais avançados, ou seja, quando a doença não é controlada com os tratamentos convencionais. As células progenitoras, que são aquelas que dão origem às células sanguíneas, são o ponto de partida deste processo. Elas são produzidas na medula óssea, localizada dentro dos ossos das pernas, braços, vértebras, costelas, crânio e bacia. No caso do transplante de medula óssea as células progenitoras são introduzidas no paciente receptor.

Por Catharina Apolinário

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