Armazene as células-tronco do cordão umbilical

Bebê

Nossas avós nunca iriam imaginar que um dia o simples cordão umbilical guardado como recordação poderia salvar a vida da criança no futuro. Mas graças aos avanços das pesquisas com células-tronco isso já é uma realidade.

O Brasil já possui alguns bancos que guardam o sangue do cordão após o parto. O líquido contém células mais jovens em relação às da medula óssea, que são capazes de se regenerar, pois ainda não foram expostas a fatores ambientais, entre eles, vírus e bactérias.

As células coletadas e armazenadas sempre são compatíveis com o bebê. Caso a criança tenha leucemias, síndromes de falência na medula óssea, doenças no metabolismo ou relacionadas com o sistema imunológico, poderá usar as células no tratamento. E no futuro, esses bebês não precisarão buscar um doador compatível. Até existe a possibilidade de elas serem aproveitadas por seus pais e irmãos, caso seja obtida uma autorização da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Conforme o órgão, se a mãe coletar o sangue ela poderá armazená-lo em bancos públicos da Rede BrasilCord (BSCUP) - composto pelo Instituto Nacional do Câncer (Rio de Janeiro) e no Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo). Sendo assim não é qualquer maternidade ou hospital que faz esse tipo de coleta. A partir do momento que o líquido fica na rede, ele está disponível para tratar qualquer pessoa que seja compatível, e, claro, o próprio doador.

Já nos bancos privados, chamados de bancos para uso autólogo, o sangue só é usado para o próprio bebê. Geralmente o sangue é conservado em tanques a -196ºC. Alguns locais já trabalham com a tecnologia BioArchive, capaz de armazenar todas as amostras sem as variações bruscas de temperatura.

Células-tronco embrionárias

Vale lembrar que as células do sangue do cordão umbilical não se tratam de células embrionárias, mas de células-tronco adultas encontradas em diferentes tecidos do corpo que auxiliam no tratamento de mais de 75 doenças.

No Brasil, as pesquisas com células embrionárias apenas são usadas para fins científicos e só depois de guardadas por mais de três anos, conforme a Lei de Biosegurança. Entretanto, países Inglaterra, Austrália, Canadá, China, Japão, Holanda, África do Sul, Alemanha são a favor de pesquisas com células-tronco de embriões humanos.

Diante da polêmica na questão da aprovação aqui no País, uma pesquisa feita pelo Ibope revela que 75% dos brasileiros acreditam que o uso dessas células para tratamento e recuperação de pessoas é uma "atitude em defesa da vida". Outros 20% disseram acreditar parcialmente na tese e apenas 5% discordam totalmente dela.

Fonte - ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Por Juliana Lopes

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