Aplicação de botox para transpiração em excesso

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É inevitável: quem pratica esportes está sujeito a situações nada agradáveis relacionadas ao suor. E quando este problema é intensificado pela hiperidrose - o excesso de suor - tudo fica mais complicado. Isto porque suar menos fica fora do alcance do atleta.

Quem convive com esse problema, na maioria das vezes, desconhece suas reais causas e que, ainda que não seja uma doença grave, possui tratamento. O uso da toxina botulínica é uma das alternativas para minimizar o sintoma da hiperidrose.

O procedimento consiste na aplicação da toxina em lugares onde o suor é mais abundante - axilas, pés e mãos são os mais comuns. O tratamento envolve apenas uma sessão, que costuma durar, em média, 20 minutos. Em uma sessão, pode ser tratada mais de uma região.

O profissional que pode ajudar a controlar este tipo de patologia é o dematologista. Ele costuma auxiliar os pacientes a lidarem melhor com a doença. "A hiperidrose ocorre pelo excesso de produção de acetilcolina, substância liberada pelo sistema nervoso autônomo, na glândula sudorípara. A toxina botulínica inibe a sua produção, diminuindo assim o suor", diz a dermatologista Maria Bussade, da Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD.

O resultado pode ser percebido a partir de 72 horas depois de feito o procedimento, com efeito máximo em 15 dias. A ação da toxina botulínica dura cerca de 6 meses nesta indicação.

No entanto, o tratamento não exclui definitivamente a doença, mas reduz o sintoma progressivamente. Em média, são necessárias de uma a duas sessões por ano.

O uso da toxina botulínica em casos de hiperidrose deve ser evitado em gestantes, lactantes, pacientes em uso de cortisona ou que apresentem algum tipo de doença neuro-muscular ou, ainda, em áreas do corpo com sinais de infecção (ou feridas).


Por Vila Mulher

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