Anvisa regulamenta uso de plantas medicinais

Anvisa regulamenta uso de plantas medicinais

Você se lembra das receitas infalíveis da vovó que passam de geração em geração? Chá de guaco para curar a tosse, gargarejo com chá de folhas de romã para se livrar da rouquidão e chá de erva cidreira para amenizar o desconforto provocado pela labirintite?

Esses remédios, bem mais baratos do que os encontrados nas drogarias, são tão bem-vistos e utilizados pela população brasileira que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa, resolveu não somente prestar atenção neles como também regulamentá-los.

Por meio da publicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 10, de 10 de março de 2010, a Anvisa regulamentou a fabricação e comércio de drogas vegetais para fins medicinais. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a iniciativa visa reconhecer, de forma ampla, o uso tradicional desses produtos consagrados pela medicina popular. As informações padronizadas para cada espécie vegetal e transmitidas à população pelo regulamento serão importantes para o uso seguro destes produtos.

Abraçando a causa, a Anvisa vai desenvolver um folheto informativo para auxiliar no controle do uso destes produtos e orientar o usuário quanto à finalidade terapêutica, duração do tratamento, forma correta de preparo da droga vegetal e posologia apropriada. "Os pacientes devem também estar atentos às contra-indicações para uso em crianças e mulheres grávidas ou em amamentação. O uso incorreto destes produtos pode acarretar riscos à saúde dos pacientes", alerta a entidade.


A medida tomada pela Anvisa prova que as plantas medicinais são grandes aliadas na hora de curar dores e doenças, mas o mesmo tempo deixa claro que nem sempre o uso desses remédios é feito de maneira correta. Portanto, antes de ingerir drogas naturais ou químicas, procure orientação para não causar problemas ainda maiores à sua saúde.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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