Angelina Jolie retira os seios para evitar o câncer de mama

Angelina Jolie câncer

Angelina Jolie em foto de abril de 2013 - foto reprodução: Reuters

A atriz Angelina Jolie anunciou através de um artigo, publicado no The New York Times nessa terça-feira, que fez um procedimento de mastectomia dupla preventiva, que consiste na cirurgia de retirada dos seios. A atriz de 37 anos tomou essa medida porque, segundo seu médico, ela possuía o gene "falho" BRCA1, o que aumenta significativamente o risco de desenvolver câncer. A atriz tinha 87% de chances de contrair câncer de mama e 50% de ter câncer de ovário.

"Minhas chances de desenvolver câncer de mama caíram de 87% para 5%. Comecei com os seios, já que meu risco de câncer de mama é mais alto que meu risco de câncer no ovário, e a cirurgia é mais complexa", afirma.

Angelina terminou, no dia 27 de abril, os três meses de procedimentos médicos envolvidos com a mastectomia - durante o período, a atriz disse que conseguiu manter sua vida pessoal e profissional.

A estrela mundial afirmou que está escrevendo sobre o procedimento, na esperança que outras mulheres possam se beneficiar de sua experiência.

"Eu não me sinto menos mulher, me sinto mais forte e tomei uma decisão importante que não diminui em nada minha feminilidade", declarou a atriz, que iniciou o procedimento em 2 de fevereiro. A última intervenção cirúrgica foi a reconstrução dos seios através de implante.

Outra razão pela qual Angelina tomou essa decisão foi por ter acompanhado o problema da mãe, Marcheline Bertrand, que passou pela doença. A mãe de Angelina lutou contra o câncer durante quase uma década e morreu aos 56 anos.

Segundo a atriz, a decisão de fazer a mastectomia não é fácil, mas ela está feliz por tê-la tomado. "Eu posso dizer aos meus filhos que eles não precisam ter medo de me perder por causa do câncer de mama", revelou.

Atualmente a reconstrução mamária junto com a mastectomia é comum no Brasil. A tendência atual é fazer as duas cirurgias ao mesmo tempo, retirando a mama afetada pelo câncer e fazendo a reconstrução no mesmo ato. Mas o teste para detectar a mutação genética BRCA1, custa mais de US$ 3 mil dólares nos Estados Unidos, o que é um grande empecilho para a maioria das mulheres.

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Apesar disso, Angelina conclui em seu artigo que tem esperança de que as mulheres sejam capazes de realizar outros exames genéticos e que, se tiverem um alto risco, saibam que há mais opções e devem enfrentar esse obstáculo com coragem. "Quando soube que essa era minha realidade, decidi ser pró-ativa e minimizar o risco o quanto podia. A vida está cheia de desafios. Os que não devem nos dar medo são os que podemos enfrentar e podemos controlar", finaliza.

Por Jessica Moraes

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