Angélica desenvolveu síndrome do Pânico! Entenda o transtorno

Angélica falou sobre o acidente aéreo que sofreu em 2015 e afirmou que desenvolveu síndrome do pânico após o ocorrido.
Angélica sindrome do pânico

Angélica desenvolveu síndrome do pânico após acidente em 2015.

A Síndrome do Pânico atinge aproximadamente 2% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os mais atingidos são jovens no final da adolescência e adultos na faixa dos 30 anos. Após um acidente aéreo com toda a família, a apresentadora Angélica acabou desenvolvendo a síndrome e falou sobre isso:

"Ninguém consegue fazer tudo ao mesmo tempo como a gente tem feito hoje. Eu sentia umas palpitações, aí eu tinha medos de algumas coisas, de sair e ficar sozinha em alguns lugares, era incontrolável. É uma coisa que racionalmente você sabe que não tem nenhum problema, mas aquilo não tem lógica", disse ela no 'Bem Estar' desta quinta-feira (27).
Angélica acidente

Angélica após acidente em 2015 Foto: Raphael Castello / AgNews

Ela admitiu que a síndrome desencadeou após o acidente. "Foi um momento forte, que mexeu muito comigo. O pânico é isso, você começa a ter medo de ter medo porque você não tem controle de si mesmo e essa falta de controle é muito ruim".

Segundo Angélica, a meditação a ajudou a obter melhores resultados. "A meditação te traz paz interior, te leva para dentro de novo e você sente aquela segurança incrível que você é capaz de qualquer coisa porque você se basta ali", disse.

Entenda a síndrome do pânico

sindrome do pânico

Foto: iStock-Malombra76

"A característica essencial desse transtorno é a presença de Ataques de Pânico recorrentes e inesperados. Trata-se de episódios agudos e graves de ansiedade, de curta duração e que normalmente obrigam a pessoa a interromper suas atividades", explica a psiquiatra, fundadora do Instituto de Terapia Transgeracional (ITT).

Laís esclarece que o medo é uma antecipação de um sofrimento que já aconteceu, mas que permanece registrado na memória individual, familiar ou no inconsciente coletivo. Por isso, a Síndrome do Pânico pode ser vista como uma resposta de defesa da vida - sendo facilmente observadas todas as reações típicas de um organismo pronto para atacar ou fugir.

Durante as crises, a pessoa pode apresentar medo excessivo, sensação de morte e catástrofe iminente, sem que haja uma causa justificável. Outros sintomas incluem o medo de enlouquecer ou perder o controle, a sensação de irrealidade relacionada ao ambiente e de estranheza em relação a si mesmo. "Estes sintomas são psíquicos e podem ser desencadeados por estresse, perdas, aborrecimentos ou expectativas", enfatiza a especialista.

Entre os sintomas físicos estão sudorese, palpitação, tremores, calafrios ou sensações de calor, sensação de falta de ar ou de asfixia, boca seca, náusea, dor abdominal, tontura e dor ou desconforto torácico. Dois em cada dez casos têm a ocorrência de desmaios. "O organismo se prepara para um evento inesperado e desperta reações de defesa. Estas respostas provocam a liberação de uma grande quantidade de adrenalina na corrente sanguínea, o que causa as alterações fisiológicas necessárias para se ‘enfrentar o perigo’", detalha Laís.

A cura para a síndrome do pânico

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Foto: iStock-djedzura

Ainda de acordo com a profissional, é preciso fazer uma investigação completa para obter o diagnóstico correto. "Na medicina tradicional costuma-se utilizar os antidepressivos. O tratamento homeopático vem apresentando boas respostas. Outra alternativa é a Terapia Transgeracional, uma abordagem psicoterapêutica que têm por objetivo agir na causa inconsciente que produziu o trauma, identificar e dissolver o bloqueio. O resultado é a libertação do sofrimento e o fim das crises", concluí.

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