Anel contraceptivo, já ouviu falar?

Você sabia que a vagina pode ser uma via para administração de medicamentos? O Anel contraceptivo é um dos medicamentos que utiliza essa via. Pois é, à primeira vista pode soar estranho, mas a farta irrigação de sangue e alta vascularização tornam o órgão feminino adequado para administração de medicamentos como para reposição hormonal, contraceptivos, antibióticos e antifúngicos.

Por ter ótima absorção, a via intravaginal também possibilita a utilização de dosagens menores de medicamentos, o que pode, em algumas situações, diminuir os efeitos colaterais. Outro benefício é que esses produtos não sofrem interferências gastrointestinais, ou seja, não têm sua eficácia comprometida mesmo em casos de vômitos ou diarreia. Diferentemente do que se imagina, a região é horizontal, o que facilita a inserção e minimiza o risco de expulsão dos medicamentos que precisam permanecer no órgão, como é o caso do anel contraceptivo.

O anel contraceptivo é um dos medicamentos disponíveis com administração intravaginal. Transparente e flexível, o anel contraceptivo deve ser inserido pela própria mulher uma vez ao mês, permanecendo na vagina por 21 dias, com interrupção de uma semana para menstruar. Seu desenho oval e sua flexibilidade permitem que a maioria das mulheres e seus parceiros não sintam a presença do contraceptivo. O anel libera os hormônios estrogênio e progesterona de forma gradual e contínua no sangue, inibindo a ovulação e assim evitando a gravidez. O método pode ser uma alternativa para aquelas mulheres que se esquecem de tomar a pílula diariamente.

Outro ponto positivo é que as partes média e superior da vagina são insensíveis a estímulos de tato, as mulheres normalmente não sentem desconforto quando usam medicamentos intravaginais, sendo confortável e seguro o uso da medicação por essa via.


Por Vila Mulher

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