Análise genética pode melhorar a saúde da pele

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Imagine que com um exame de DNA, o mesmo usado para comprovar a paternidade, fosse possível diagnosticar genes ligados ao envelhecimento da pele? E não apenas isso, através dele poder detectar alterações de genes associados à saúde e poder mudar a trajetória desses genes, evitando problemas futuros.

Isso é possível com a análise genética. Quando solicitado pelo médico, o exame identifica as variantes genéticas associadas a vários fatores: predisposição precoce de perda de colágeno (que acelera o processo de formação de rugas), a capacidade da pele de responder a estímulos inflamatórios, a eficiência da eliminação de substâncias tóxicas como poluentes, corantes e tabaco, a capacidade antioxidante e o processo de fotoenvelhecimento, (ambos geralmente causados pelo acúmulo de radicais livres) e a predisposição à dermatite atópica (coceiras, descamações, vermelhidão etc).

Essas variações nas sequências do DNA são responsáveis por características próprias de cada um. E por isso a saúde da pele depende da forma como as variações genéticas se expressam nas células de cada pessoa.

Baseada nesse mapeamento genético, vem a nutrigenética, que estuda como esses genes interagem com determinados nutrientes. Ela acaba servindo como uma ferramenta a mais que visa reduzir o risco do desenvolvimento de doenças graves, como diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

O Centro de Genomas é uma das clínicas que realiza esses procedimentos. Faz-se uma coleta de saliva do paciente, de onde o DNA é extraído, e em um chip e equipamentos de tecnologia de última geração são mapeados, de uma só vez, 125 variações no DNA, distribuídos em critérios como metabolismo, genes ligados à obesidade, intolerâncias ao glúten e à lactose, entre outros.


Tudo isso junto ao aconselhamento genômico nutricional, que fornece base para o médico ou nutricionista indicar a melhor alimentação e suplementos de acordo com o resultado genético do paciente. O profissional pode orientar sobre o que se deve comer para reduzir o risco do desenvolvimento de doenças crônicas e amenizar possíveis respostas inflamatórias mais acentuadas.

Por Jessica Moraes

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