Alimentos - propaganda terá alerta para excesso de açúcar

Alimentos  propaganda terá alerta para excesso de

Com a saúde não se brinca. Por isso, daqui seis meses, as propagandas de bebidas com baixo teor nutricional e de alimentos com elevadas quantidades de açúcar, gordura saturada ou trans e de sódio deverão mudar. Tudo por causa de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece novas regras para a publicidade e promoção comercial desses produtos. A idéia é proteger os compradores da indução ao consumo excessivo.

Assim, quando as propagandas forem veiculadas, bebidas e alimentos não poderão ser relacionados à símbolos que causem falsa interpretação ou confusão quanto à suas origens, qualidade e composição.

Ao divulgar ou promover determinados alimentos, o anunciante deverá divulgar alertas sobre o perigo do consumo excessivo. Para os alimentos com muito açúcar, por exemplo, o alerta é "O produto contém muito açúcar e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e de cárie dentária".

No caso dos alimentos sólidos, esse alerta deverá ser veiculado quando houver mais de 15g de açúcar em 100g de produto. Em relação aos refrigerantes, refrescos, concentrados e chás prontos, o alerta será obrigatório sempre que a bebida apresentar mais de 7,5 g de açúcar a cada 100 ml.

Doenças

Pesquisa do Ministério da Saúde divulgada recentemente revelou que o excesso de peso (sobrepeso e obesidade) já atinge mais de 46% da população brasileira. Os números refletem a queda no consumo de alimentos saudáveis e da substituição deles por produtos industrializados e refeições prontas.

Segundo médicos, alertas como esses e a informação detalhada sobre a composição dos produtos alimentícios e bebidas são fundamentais para a manutenção da boa saúde.


"Sabemos que a alimentação inadequada leva a problemas graves como obesidade, hipertensão e doenças cardiovasculares. E ainda temos a questão dos pacientes alérgicos, que não podem ingerir determinadas proteínas utilizadas na fabricação de muitos produtos industrializados. Informação, portanto, é fundamental", diz a Dra. Renata Rodrigues, alergista e pesquisadora associada à Universidade Federal de São Paulo.

Por Adriana Cocco

Comente