6 coisas que você precisa saber sobre a surdez

Você sabia que o "Novembro laranja" é o mês da conscientização e combate à surdez? Entenda mais sobre o assunto
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O que você realmente sabe sobre a surdez? Temas como a acessibilidade para pessoas com deficiência (PcD) não são discutidos com a frequência ideal nas escolas e na vida, o que pode gerar grandes lacunas de conhecimento. Isso pode ser percebido a partir das reações de surpresa ao tema da redação do Enem de 2017, que foi "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil". De acordo uma entrevista para o G1 do professor Rodrigo Noronha, que dá aulas de redação no Sistema COC de Ensino, de Ribeirão Preto (SP), o tema surpreendeu apesar de a mídia já vir veiculando a questão da correção histórica que sofre o surdo no Brasil".

"Historicamente, o ensino para surdos sempre foi algo distante da educação nacional, o que de certa forma, criou um verdadeiro abismo entre estudantes deficientes. Em suma, a temática toca em um problema histórico, e requer do aluno esta visão: desafios para se corrigir o que nunca foi feito", diz ele.


Diante disso, separamos algumas informações importantes sobre a surdez no Brasil e no mundo. Confira:

A surdez atinge mais de 400 milhões de pessoas no mundo

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de perda auditiva. Dessas, quase 38% estão acima de 65 anos e 8% são crianças e adolescentes que tem até 15 anos de idade. No Brasil, estima-se que 10 milhões de pessoas possuam algum tipo de deficiência auditiva, e, de acordo com o IBGE, a cada mil recém-nascidos, três já nascem com surdez. Já cerca de outros 28 milhões de brasileiros convivem com zumbido.

Novembro é o mês da prevenção e combate à surdez

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Para ajuda na conscientização do assunto, foi criado a campanha “novembro laranja”, já que no dia 10/11 é comemorado o Dia de Prevenção e Combate à Surdez e em 11/11 é o Dia Nacional de Conscientização do Zumbido. 

A educação de surdos no Brasil precisa de melhorias

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As escolas precisam aprimorar a acessibilidade para pessoas com deficiência (PcD). De acordo com a a psicopedagoga Eloisa Lima Mestre em neurolinguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para o Terra, quando se trata de aprendizagem, a surdez é a mais complexa entre as deficiências. A profissional indica que o surdo acaba não desenvolvendo também a fala, porque ele não ouve e perde essa base. "Deficientes auditivos precisam ser estimulados por outros sentidos, como a visão e o tato". Já a assistente social Lucilda Barbosa friza a importância de incluir, e não segregar. De acordo com ela, separar ouvintes de surdos não é a melhor alternativa para estimular a aprendizagem. "As pessoas com deficiência auditiva precisam aprender e exercitar a leitura labial, não somente a linguagem brasileira de sinais (Libras). 

Os fones de ouvido estão fazendo pessoas perderem a audição

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Ou seja, barulho demais é a principal causa da surdez precoce. De acordo com a coordenadora do núcleo de fonoaudiologia do Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), Fernanda Lima, dois fatores que causam a perda auditiva: o envelhecimento natural do ouvido e exposição ao ruído em excesso (som alto). "Por exemplo, cada vez mais pessoas estão tendo perda auditiva e zumbido em consequência do uso em excesso de fones de ouvido”, explica. Outros dados da OMS revelam que o uso dos fones de ouvido por mais de 90 minutos por dia pode aumentar o risco de desenvolver zumbido ou perda auditiva em até cinco anos. Se se o uso for em potência máxima, as chances sobrem para 75%.

A maioria dos jovens ultrapassa o limite seguro de volume

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Estudos mostram que o volume deve ser utilizado até 60% do volume máximo do celular, mais do que isso, pode causar, principalmente, perda de audição e zumbido”, explica a professora de fonoaudiologia do IDE, Luciana Lucena. Sons a partir de 85 decibéis por um período de oito horas diárias e sem uso de proteção já pode ser prejudicial. Portanto, o volume não deve ultrapassar essa intensidade. “Via de regra, se a uma distância de um braço de outra pessoa houver necessidade de falar muito alto, é bem provável que esteja acima do limite”, conta Luciana. ?

Nem todos percebem que estão ficando surdos

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A perda de audição pode ser imperceptível no estágio inicial. Entre os sinais, a professora de fonoaudiologia do IDE diz que a pessoa começa a ter dificuldade em compreender o que outras pessoas falam, em especial em ambientes ruidosos. “Apenas posteriormente surge a dificuldade em escutar. Normalmente, sintomas como zumbido e sensação de ouvido tampado surgem antes da dificuldade auditiva. Em qualquer um desses casos, deve-se procurar um médico ou fonoaudiólogo”, orienta.

Quanto antes for detectado o problema, melhores as possibilidades de soluções, como o do zumbido. Já a perda auditiva, se causada pela exposição a sons intensos, é irreversível e não curável.

Por Thamirys Teixeira

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