Síndrome da fome noturna

Cuidado com a síndrome da fome noturna

Bate um desejo incontrolável por comida bem tarde da noite? Cuidado com a fome noturna, um problema bastante comum que pode acabar com o seu regime.

Segundo especialistas, é muito mais difícil segurar as rédeas da dieta à noite. O ataque à geladeira nesse período reflete a sequência de erros feitos durante o dia.

Quando a fome é voraz, isso é sinal de que o organismo está carente, pobre em nutrientes. O excesso de restrições durante o almoço e a baixa qualidade das refeições são os grandes responsáveis pela compulsão alimentar durante a madrugada.

O jejum prolongado é extremamente prejudicial e dá a falsa sensação de emagrecimento, já que a carência por nutrientes é acumulativa e se torna uma catástrofe no fim do dia.

O jantar deve ser uma refeição tão completa quanto o almoço. A recomendação oficial é que o almoço tenha 35% do valor energético e o jantar 20%. Comidas pesadas devem ser banidas, mas carboidratos e proteínas são fundamentais.

Se comportamento de fome noturna for esporádico, ou seja, consequência de um dia estressante, não há receio. É preciso apenas reorganizar os horários da alimentação e aumentar o número de refeições ao longo do dia.

O problema se torna uma síndrome quando é frequente e exagerado. Na síndrome da fome noturna, a pessoa só consegue dormir depois de ingerir muitas calorias, aproximadamente duas mil. Alguns acordam durante a madrugada com necessidade de comida. Nesses casos, é preciso acompanhamento profissional, medicamentoso e terapêutico.


Ingerir alimentos ricos em proteínas três horas antes do jantar minimiza a fome noturna. O nutriente é digerido lentamente e emite ao cérebro a mensagem de saciedade ao restante da noite.

O organismo demora muito mais tempo para dar sinal de fome após a ingestão de proteínas. Os lanches fast-food são pobres nesse nutriente. É por isso que sentimos fome em menos de três horas após uma refeição a base de hambúrguer e batata frita.

Por Jessica Moraes

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