Opte pelo sal marinho

Opte pelo sal marinho

Quando alguém vai ao supermercado comprar sal, geralmente opta pelo sal iodado (o famoso "sal de cozinha") ou o sal kosher (sal grosso).

O sal marinho é mais recomendado porque é obtido pela evaporação da água do mar, o que o torna mais puro. Este tipo de sal não passa pelo processo de refinamento.

A nutricionista Juliana Barancelli Pansardi explica. "O sal marinho quando não lavado possui quantidades ideais de iodo, o que se perde no processo de refinação por que são perdidas as microalgas que fixam o iodo natural. Com isso, é necessária a adição de iodo artificial ao sal refinado. Acontece que este é acrescentado em quantidades até 20% superiores ao encontrado no sal natural, o que predispõe o organismo a doenças como da tireóide, cânceres entre outros", revela.

Outro problema do acréscimo de iodo artificial ao sal que consumimos é que ele oxida rapidamente, e para evitar que isso ocorra é necessária a adição de outros aditivos químicos, que levam a necessidade de outros, gerando um círculo vicioso de compostos que trazem prejuízos a nossa saúde.

"Entre os prejuízos do sal a nossa saúde estão, hipertensão, retenção de líquidos, aterosclerose, cálculos renais, biliares e vesiculares", destaca Juliana.

O sal marinho é um sal mais grosso, só que moído. Na maior parte do mundo, o sal marinho é mais caro que o sal de mesa, embora a região brasileira ofereça mais condições que facilitam a venda e o consumo.

A nutricionista recomenda substituir o sal refinado pelo sal marinho na dieta, e ao adicionar aos alimentos, esperar mais tempo para experimentar, até que os cristais se dissolvam. E não esqueça que, sal em grandes quantidades faz mal.


Alguns amantes da culinária afirmam que quantidades mais altas de microminerais podem deixar os sais marinhos com um sabor único e natural. Outros dizem que o sabor é o mesmo, mas que as cores e texturas diferentes podem fazer a diferença na aparência dos pratos.

Por Jessica Moraes

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