O que comer antes e depois do treino? Dicas para cada grupo de atividades físicas

O que comer antes e depois do treino

Foto - Colin Hawkins/cultura/Corbis.

É ótimo saber que você decidiu sair do sedentarismo e que vai iniciar uma atividade física. Mas não se esqueça que os resultados serão mais perceptíveis se você aliar os exercícios a um cardápio saudável e balanceado. Não só durante o dia a dia, mas no pré e pós-treino, principalmente.

A nutricionista clínica e esportiva Bianca Magnelliexplica que a alimentação é de grande importância nesse caso. Ela contribui para o bom desempenho físico, ajuda na recuperação muscular, diminui o risco de lesões e baixa imunidade, melhora na adaptação do exercício e mantém uma boa composição corporal.

"Além do recomendado no pré e pós-treino, o aluno deve seguir uma alimentação balanceada ao longo de todo o dia, com todos os nutrientes - macronutrientes (proteínas, carboidratos e lipídeos) e micronutrientes (vitaminas e sais minerais) -, respeitando as características metabólicas e genéticas de cada atleta", explica. "Além disso, o descanso é um fator muito importante no desempenho físico."

E o que comer no pós-treino?

Depois dos exercícios, o aluno deve repor os nutrientes o mais rápido o possível para evitar perda de massa magra. Deve-se dar preferência aos carboidratos com alto índice glicêmico (pão branco, mel, batata, arroz) associados às fontes de proteína (carnes magras, queijos, leite, ovos). Lembrando que a hidratação também é importante no pós-treino.

A quantidade indicada e se há ou não a necessidade de adicionar suplementos protéicos à dieta vai variar de pessoa para pessoa. Se a alimentação não fornecer a quantidade calórica adequada, o atleta poderá perder massa magra, o que é extremamente indesejável. A especialista explica que cada atleta precisa ter um plano alimentar personalizado, de forma que os exercícios tragam resultados melhores.

"Quem pratica atividade física moderada três vezes por semana tem a possibilidade de descanso entre um e outro treino, o que facilita a recuperação do estoque de glicogênio, substância que tem a missão de dar energia ao nosso corpo", diz a nutricionista.

Já quem treina para uma prova de longa duração, precisa de uma perfeita organização das refeições pré e pós-treino, de forma que os estoques de glicogênio sejam devidamente repostos. Essa ação trará como consequência um maior rendimento e menor chance de entrar em fadiga rapidamente.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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