Novas farinhas para velhos problemas de saúde

Farinha de maracujá já experimentou

A farinha, ingrediente essencial de bolos, pães e massas em geral, ganhou novos sabores e agora virou um bom complemento para uma alimentação saudável. Entre as já conhecidas, como trigo, milho ou aveia, hoje em dia você encontra até farinha de banana verde. Olha só:

Farinha de berinjela: é um alimento rico em vitaminas A, C, B1, B2 e B3. Possui uma quantidade boa de sais minerais, como potássio, cálcio, ferro, cobre e magnésio. "A farinha berinjela auxilia na redução dos fatores de risco cardiovasculares, na redução das concentrações do LDL (mau colesterol) e triglicerídeos", afirma a nutricionista Fernanda Alves

Farinha de maracujá: oferece bons resultados para a saúde e é considerada poderosa por diminuir a taxa de açúcar do sangue e auxilia na redução de gordura no organismo, muito indicada para quem tem diabetes. "Para quem busca cuidados naturais para a saúde ela é a mais recomendada devido à substância encontrada na casca chamada pectina, que passa a sensação de saciedade", afirma Fernanda.

Farinha de banana verde: "De acordo com alguns estudos, o amido resistente da banana verde, quando atinge o intestino fermentado, auxilia no organismo em geral", afirma Amanda. Estudos têm sido feitos para saber se a banana verde auxilia na terrível TPM. Isso ainda não foi comprovado, mas sabe-se que a banana verde se mostrou eficiente no controle da glicose que em consequência a controla o diabetes.

Farinha de trigo: é fonte de carboidratos que auxiliam no bom funcionamento intestinal. "O grão de trigo tem como fonte principal o amido, um carboidrato digerível que tem como produto final da digestão a glicose", afirma a nutricionista da Associação Dona de Leite, Amanda Diniz.

Farinha de centeio: é rica em fibras, carboidratos, proteínas e minerais. "Ajuda na flexibilidade das artérias, arteriosclerose, hipertensão arterial, prisão de ventre e prevenção do câncer de cólon. Além de dar saciedade e estimular um bom funcionamento do intestino devido às fibras", comenta a nutricionista. Já Amanda Diniz, nutricionista da Associação Dona de Leite, comenta que a farinha de centeio ocupa o segundo lugar na indústria panificadora, atrás da farinha de trigo. "Centeio possui níveis de fibras alimentares enormes. Quando comparada à farinha de milho chega a ser três vezes maior."

Farinha de milho: "Um dos principais nutrientes contidos na farinha de milho são as fibras que ajudam o organismo a eliminar toxinas e manter a taxa de colesterol em níveis adequados. O milho contém função antioxidante, que ajuda a retardar o envelhecimento das células", explica Fernanda.

Farinha de cevada: é um alimento que contém fibras, proteínas, carboidratos, vitaminas do complexo B e os minerais selênio e magnésio. "Auxilia as reações digestivas, excesso de colesterol, diabetes, reações intestinais e facilita a digestão", comenta Fernanda.

Farinha de Aveia: este é um cereal rico em fibras, proteínas e vitaminas, principalmente do complexo B. Para Fernanda o destaque da aveia são as fibras que possuem várias funções no organismo. "As fibras são divididas em solúveis e insolúveis. As insolúveis têm a função de regular as funções intestinais e de dar saciedade da fome, permitindo que numa próxima refeição sejam ingeridos menos alimentos. Já as fibras solúveis permitem reduzir a absorção de açúcar e de colesterol e ajudam no tratamento de hipertensão, diabetes e redução de peso."

Cuidado com o excesso!


Mas como em qualquer auxiliador existem restrições e cuidados que devem ser tomados. Segundo a nutricionista da LC Restaurantes, Vanessa Albacete, a primeira coisa a ser feita é consultar um profissional. "Cada pessoa tem necessidades únicas de nutrientes, que podem ser excessos ou carências. O uso contínuo de uma farinha em grandes quantidades diárias por longos períodos deve ser analisado para não agravar esses quadros."

Outra recomendação da profissional é não substituir as principais refeições. "A combinação do uso de farinhas de cereais integrais e fruta pode ser muito saudável, desde que não substitua o almoço ou o jantar". E complementa: "Varie na utilização das farinhas. "A monotonia alimentar pode induzir o desenvolvimento de sensibilidades alimentares, como alergias e desequilíbrios nutricionais."

Por Flávia França (MBPress)

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