Leite materno pode ajudar na prevenção da obesidade

Leite materno na prevenção da obesidade

O leite materno é indiscutivelmente o melhor e mais completo alimento para o bebê até os seis meses de vida. Além de fornecer todos os nutrientes, na qualidade e quantidade ideais, ele é capaz de proteger o bebê contra muitas doenças. Além disso pode ajudar na prevenção da obesidade, conforme vários estudos.

A composição do leite materno está adequada ao que o bebê precisa, quando satisfeito ele para de mamar. Isso é essencial para a regulação do metabolismo do bebê. Este comportamento alimentar aprendido nessa fase da amamentação constitui a base para uma relação saudável da criança com a comida.

Geralmente os bebês que usam mamadeira mamam o que é estipulado como adequado e a mãe incentiva o consumo até o final, sem deixar sobras. Dessa forma pode prejudicar a capacidade de atingir naturalmente a saciedade. Isso pode resultar no excesso de peso, ou até mais tarde desenvolver distúrbios de compulsão alimentar em outras fases da vida.

O aleitamento materno faz com que os bebês se alimentam de acordo com um estímulo interno de fome e saciedade, e é desta forma que contribui na prevenção da obesidade. Já no caso dos bebês que são alimentados com leites artificiais, por exemplo, fica mais difícil desenvolver esse controle natural do apetite.

Outro benefício em relação à prevenção da obesidade é o ato de sugar o peito, já que o bebê também exerce um esforço, gerando um gasto calórico.

A composição do leite materno, em termos de nutrientes, difere tanto na qualidade como na quantidade de calorias, proteínas, vitaminas e minerais. A composição nutricional das fórmulas infantis tem evoluído bastante nos últimos anos, contendo nutrientes importantes para o desenvolvimento do bebê, mas mesmo assim, não possuem os mesmos compostos do leite materno.

Uma equipe pesquisadora da Universidade de Munique concluiu que bebês que consumiam fórmulas ricas em proteínas adquiriam mais peso do que os alimentados com fórmulas com menos proteínas. E essa diferença na quantidade de proteína não afetou no crescimento das crianças. O consumo excessivo de proteínas pode estimular a produção de substâncias que favorecem a proliferação de células de gordura.

Dessa forma acredita-se que em crianças que mamam no peito e recebem o leite materno pelo menos até os seis meses de vida, as chances de se tornarem obesas durante a infância e também na fase adulta são menores.

Roberta dos Santos Silva é nutricionista do site Cyber Diet e especialista em Atendimento Nutricional.

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