Índice glicêmico é usado também para emagrecer

Índice glicêmico é também para emagrecer

Para perder peso não só adianta entrar de cabeça nos exercícios físicos. É preciso avaliar também o que se come. E para saber o que auxilia ou não nesse processo em busca de saúde e emagrecimento uma maneira é avaliar o índice glicêmico dos alimentos.

Essa medição nada mais é do que o potencial que o carboidrato disponível no alimento tem em aumentar a glicose sanguínea. O valor é calculado com base em um alimento-controle (normalmente o pão branco ou a glicose) e feito através da analise da curva glicêmica produzida por 50g de carboidrato (disponível) em um alimento em relação à curva produzida por 50g de carboidrato do alimento-controle.

A Dra. Mirian Nogueira Martinez, nutricionista do Hospital e Maternidade São Luiz, explica que, atualmente, utiliza-se o pão branco como alimento-controle por ter resposta fisiológica melhor do que a da glicose. "Os alimentos com maior índice glicêmico possuem maior similaridade ao alimento-controle, ou seja, aumentam com mais rapidez a glicose sanguínea", diz.

Esse índice ajuda as pessoas a selecionarem melhor o que consomem. Os alimentos que apresentam IG 95 são considerados de alto índice glicêmico. Caso o alimento padrão seja a glicose, considera-se alto o produto com IG maior que 70, médio o IG entre 56 e 69 e baixo o IG menor do que 55.

"Os alimentos com maior índice glicêmico normalmente são os mais doces, com maior concentração de farinhas, como pães, bolos e biscoitos", enumera a nutricionista. E ressalta: "O índice não foi criado com o objetivo de controle de peso e sim para servir de apoio aos pacientes diabéticos. Claro que se optarmos por alimentos com mais fibras, menor concentração de farinhas e com menos açúcar teremos aí uma dieta que vai auxiliar no controle do peso", diz Dra. Mirian.

Para ajudar a manter uma dieta equilibrada e com menor IG, a nutricionista dá a dica: "Siga as velhas recomendações para alimentação saudável: divida seu prato em partes, sendo metade destinado às saladas (preferencialmente cruas) e na outra metade separe 25% para cereais, se possível, integrais (arroz, linhaça, grãos) e nos outros 25% inclua as carnes (cortes magros e cozidos ou grelhados)."


Alguns fatores interferem na resposta glicêmica dos alimentos com baixo IG, como a procedência, tipo de cultivo, forma de processamento e cocção, consistência e teor de fibras. E há outras barreiras: "As tabelas trazem alimentos que não são típicos do Brasil, uma vez que dispomos de bases internacionais. Além disso, muitos alimentos com baixo IG podem ter em sua composição altas concentrações de gorduras", comenta Dra. Mírian. "Por isso, é importante a orientação nutricional de um profissional, no sentido de esclarecer a viabilidade e vantagens na escolha de alimentos com baixo IG".

Por Juliana Falcão (MBPress)

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