Gastrite: boa alimentação e controle das emoções amenizam o problema

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Foto: Wavebreak Media Ltd./Corbis

Uma inflamação nas paredes do estômago pode ter múltiplos fatores: quando você abusa da gordura, de bebidas ácidas ou de alimentos industrializados, ou ainda quando passa por momentos de muito estresse, a gastrite pode aparecer. Em certos casos, até mesmo o fator genético pode influenciar.

Segundo o Dr. José Ciongoli, gastroenterologista do Hospital e Maternidade Assunção, da Rede D’Or São Luiz, essa dor na parte superior do abdômen ou da barriga pode ser diagnosticada como gastrite nervosa ou alimentar. A nervosa se mescla com a gastrite alimentar, mas o contrário é mais difícil.

Desse modo, o estresse do dia a dia pode fazer com que seu estômago, já debilitado pela gastrite, fique ainda mais sensível, e qualquer escapada na dieta alimentar, mesmo que pequena, pode causar grandes desconfortos, como queimação e azia.

"A gastrite nervosa ocorre com a irritação da mucosa, paredes internas do estômago, pelo excesso de liberação ácida das células dessa parede, pelo simples fato de a pessoa ficar nervosa, ansiosa ou preocupada por qualquer motivo", explica o médico.

Essa irritação da mucosa pode ocorrer em maior ou menor intensidade, dependendo da resistência mucosa de cada pessoa. Há pacientes que possuem uma mucosa capaz de funcionar como uma defesa que neutraliza o ácido liberado, amenizando as dores.

Para evitar a gastrite não existe receita de bolo. As dicas principais são manter uma disciplina alimentar e não deixar o estômago vazio por mais de três ou quatro horas. As restrições alimentares variam de acordo com cada grau de gastrite e perfil do paciente, mas, de uma maneira geral, os enlatados, industrializados e as gorduras precisam ser bem dosados e, se possível, eliminadas.

"Outra medida é não é tomar o Omeprazol todos os dias, um medicamento muito receitado ultimamente para gastrite, mas que foi idealizado para tratar ulcerações gástricas e duodenais. Gastrite não se cura, por isso temos que tratá-la adequadamente nos alimentando de maneira saudável e regrada", acrescenta o especialista.

Ciongoli alerta também que quando a pessoa sente dores no estômago precisa procurar um médico, pois nem todo desconforto nessa região é sinal de gastrite. "Uma dor de estômago pode estar simulando um infarto agudo do miocárdio, por exemplo. Sempre será importante consultar um gastroenterologista, clínico ou socorrista, dependendo da intensidade da dor", explica.


Quem já sofre com alterações na digestão, que vão desde incômodos até dores extremas na região epigástrica relacionadas com alimentação ou lado emocional, precisa fazer exames - endoscopia digestiva alta e ultrassonografia de fígado, vesícula biliar e pâncreas - para prevenções e diagnósticos precoces de doenças mais severas.

Juliana Falcão (MBPress)

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