EUA restringirá mais seis tipos de E.coli na carne

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EUA restringirá seis tipos de Ecoli

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai começar a testar mais seis tipos de bactéria E. coli em carnes bovinas no ano que vem. Estas bactérias podem ser tão mortais quanto aquelas já restritas. Os EUA proibirão a venda de carne moída contaminada pela bactéria E. Coli, os seis tipos, que cada vez mais causam doenças graves. As informações são do jornal New York Times.

O USDA não vai barrar de imediato carne in natura contaminada vendida em lojas, não antes de março de 2012. Somente depois do processo de aceitação e análise de comentários públicos sobre o novo plano é que essa atitude será tomada. A restrição surgiu da crescente ameaça de tipos de E. coli sem regulação. A contaminação pelo tipo de bactéria já testado atualmente está diminuindo, enquanto aumentam os casos com outros tipos de E. coli.

O governo americano indica que na última década foi confirmado um aumento de 284% nas doenças resultantes de outras variedades da bactéria E. coli. A nova proposta depende ainda da aprovação do Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca. A bactéria tem causado mortes e doenças e levou ao recall de milhões de quilos de carne moída e outros produtos. Em 1994 um surto matou quatro crianças e centenas de pessoas adoeceram.

A chefe da segurança alimentar para o Departamento de Agricultura, que regulamenta a carne, afirmou ao NYT que a intenção é prevenir doenças e salvar vidas. "Este é um dos maiores passos em frente na proteção do abastecimento de carne bovina em algum tempo", avaliou.


A legislação não considera ilegal vender carne fresca ou de aves contendo bactérias mais tóxicas, como a salmonela, pois estes organismos são frequentemente encontrados na carne e em mantimentos, até porque, no cozimento elimina-se as ameaças. Mas desde o início de 1994 os reguladores têm tratados de E. coli em carne moída de forma diferente, por conta dos hambúrgueres. Estima-se que a regra custaria para a indústria até US $ 10 milhões por ano.

Por Catharina Apolinário

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