Consumidores brasileiros procuram alimentos mais saudáveis

Consumidores brasileiros procuram alimentos mais s

Foi-se o tempo em que os alimentos classificados como diet e light eram privilégio dos mais ricos. Hoje, mais e mais famílias têm comprado esses produtos, seja por necessidade - no caso dos diabéticos, por exemplo -, desejo de emagrecer ou simplesmente preocupação com a saúde.

De acordo com a última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo IBGE em junho deste ano, a renda das famílias brasileiras cresceu 10,8% de 2004 a 2010. No mesmo período, o consumo das tais comidas que prometem menos calorias aumentou. Esse fato não é coincidência, já que, com mais dinheiro na mão, as classes mais baixas podem adquirir outros itens que antes não faziam parte de seu dia-a-dia.

Observando o interesse de mais consumidores por alimentos diet e light, grandes varejistas resolveram investir em marcas próprias que atendessem a essa demanda. Então, surgiram nomes como a "Taeq" do Grupo Pão de Açúcar e a linha "Sentir Bem" do Wal-Mart, que completou um ano em junho de 2010. "Esta linha está em pleno crescimento de vendas, suas participações médias dentro das categorias já chegam a patamares de 25% em apenas um ano do seu lançamento", comemora Felipe Unanue, gerente de produtos do Wal-Mart Brasil.

Ele acredita que os alimentos estejam se popularizando para as classes C e D por vários motivos. "O tema está cada vez mais presente na mídia e no dia-a-dia dos consumidores, sempre reforçando a importância da ‘saudabilidade’ nos alimentos. O aumento da renda dessa classe social e o consequente acesso a esses produtos têm feito com que a categoria se popularize".

As novas marcas incluem diversos produtos, dos inusitados aos tradicionais: requeijão com fibra light, açúcar orgânico, aveias, cookies, arroz integral, barras de cereais, etc. Mas não é qualquer alimento diet ou light que interessa ao consumidor de classes mais baixas. No geral, esse público adquire itens como barras de cereais ou arroz integral, por exemplo. Tais comidas são mais simples e de valor acessível.

Como o preço ainda conta na hora de fazer as compras, adquirir alguns alimentos diet e light parece ter ficado mais fácil. Todos os produtos da linha "Sentir Bem", por exemplo, foram desenvolvidos para suprir as exigências dos clientes levando em conta uma política de preços baixos. "Com isso, as classes mais baixas também tem acesso aos produtos", garante Julia Pettini, diretora de Marcas Próprias do Wal-Mart Brasil. "E alguns segmentos, pelo aumento do consumo, tiveram uma consequência natural de redução de preços", completa Felipe.


O fato de uma parcela maior da população brasileira estar aplicando parte de seus rendimentos em produtos mais saudáveis é benéfico, porém é preciso tomar cuidado. Informe-se a respeito da composição e o efeito dos nutrientes desses alimentos e, claro, observe se estão em boas condições para consumo. Na dúvida sobre o que ingerir para aquela dieta, procure um nutricionista de confiança. Assim, você cuida da alimentação com informação e responsabilidade.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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