Chocolate, entre o prazer e a culpa

Chocolate

Com a Páscoa na próxima curva, tudo que você pensa tem cheiro e gosto de chocolate. As vitrines estimulam o consumo tanto quanto às prateleiras. Qualquer pequena comemoração é sinônimo da mordida doce. Vilão para precisa perder uns quilinhos e amigo do raciocínio rápido e do humor, o chocolate é como uma faca de dois gumes, uma moeda com duas caras. Se ajuda a combater o estresse, a ansiedade, a depressão e ainda é afrodisíaco, também pode ter seu lado amargo.

Segundo alerta a nutricionista Sheila Silva Castro, do Hospital Beneficência Portuguesa, de Santo André, SP, o chocolate é rico em gordura, carboidratos e claro, muitas calorias. Produzido a partir do cacau, tem sacarose, manteiga de cacau e outros ingredientes em sua composição, como cálcio, ferro, potássio, cobre, manganês, magnésio, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12, cafeína, feniletiamina e teobromina.

Tudo isso junto ajuda os ansiosos, os apaixonados e os tensos a encontrarem um alívio numa barra de chocolate. A cada mordida é possível elevar os níveis de serotonina e endorfina, causando sensação de bem estar, promovendo a disposição, evitando o mau-humor e a depressão. Para completar as notícias boas, o chocolate também possui flavonóides - antioxidantes - que impedem que o colesterol (LDL) se acumule nas artérias, e combatem os radicais livres que provocam o envelhecimento precoce. Alguém quer um pedacinho?

Mesmo com tantos benefícios, os que possuem sensibilidade aos componentes do chocolate precisam estar atentos. Essa sensibilidade pode se manifestar na forma de eczemas, insônia e enxaquecas, além de diarréia provocada pelo alto teor de gordura e açúcar. Para os que apresentam os sintomas, a solução é limitar o consumo ou eliminá-lo da dieta.

Os portadores de doença celíaca - intolerância permanente ao glúten - devem redobrar a atenção aos rótulos, pois muitos chocolates podem conter adição de cereais e, consequentemente, de glúten. O alerta também é válido para quem possui intolerância à lactose - açúcar do leite. Uma boa opção para esses casos são os chocolates feitos à base de pó de soja. Já os diabéticos não devem abusar do chocolate dietético, ricos em gorduras e calorias.

Nessa época doce do ano, os pais devem ficar atentos às crianças, já que elas são as mais presenteadas. “O consumo exagerado pode gerar complicações com a saúde, como alergias, diarréias, dores de cabeça, ganho de peso, além de agitação devido à presença de cafeína. O ideal é ingerir quantidades pequenas ao longo dos dias, para não haver alteração no apetite, pois as crianças precisam de outros alimentos e não devem deixar de fazer as principais refeições. Para os adultos, a recomendação é a mesma, muita cautela”, orienta Sheila.

“Hoje em dia o chocolate está presente em muitos alimentos, ocupando o segundo lugar no crescimento de consumo, perdendo apenas para a cafeína”. A tristeza é saber que em apenas 30 gramas de chocolate, ou seja, dois bombons, existem pesadas 170 Kcal. Com o mesmo tanto de calorias, você pode comer 35 morangos, sete fatias de melão ou três picolés de limão!

Confira abaixo a comparação com outras comidas, para morrer de prazer ou desgosto!

170 Kcal podem ser aproximadamente comparados à:

4 laranjas pêra (43 Kcal cada)

2,5 pêras (68,3 Kcal cada)

6 pêssegos médios (28,8 Kcal cada)

2 maçãs (84,5 Kcal cada)

1 mamão papaya e ½ (55,8 Kcal cada metade)

7 fatias de melão (25,2 Kcal cada)

35 morangos (4,8 Kcal cada)

4 fatias médias de abacaxi (3,5 Kcal cada)

4,5 colheres de sopa de salada de frutas cheia (37,62 Kcal cada 38 g)

3 picolés de limão (55,68 Kcal cada)

1 copo de leite com achocolatado em pó (165 Kcal cada)

4 colheres de sopa cheia de arroz cozido (41 Kcal cada)

2 pães de queijo médios (86,8 Kcal cada)

1 peito de frango pequeno (169,40 Kcal cada)

3 colheres de sopa cheia de purê de batata (55,8 Kcal cada 45 g)

1 copo de leite de vaca (63 Kcal cada 100ml)

Por Sabrina Passos (MBPress)

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