Casca do maracujá tem propriedades emagrecedoras

Casca do maracujá tem propriedades emagrecedoras

Muitas vezes as cascas dos alimentos são descartadas para o consumo, porém, elas podem conter valor nutricional altíssimo se consumidas de maneira adequada. O maracujá, por exemplo, já tinha propriedades medicinais em sua casca segundo a sabedoria popular. Mas estudos recentes comprovam que a casca do maracujá pode se transformar em uma farinha benéfica na redução da glicose e colesterol, e até na perda de peso.

Estudos recentes constataram a importância da atividade hipoglicemiante da farinha produzida a partir da casca do maracujá, rica em pectina. O caso é que a pectina, depois de consumida, se transforma em um gel que não é absorvido no processo da digestão e carrega consigo glicose e até colesterol quando eliminada pelo corpo. Em uma das pesquisas, voluntários receberam a farinha a fim de testar sua toxicologia clínica. Os resultados não apontaram sinais de toxicidade, o que permite o uso da farinha de casca de maracujá em futuros estudos para utilização em fármacos.

O efeito emagrecedor da farinha e sua capacidade de proteger o coração foram comprovados através de estudo realizado na Universidade Federal da Paraíba. Depois de 70 dias consumindo a farinha, 17 mulheres com colesterol alto não só tiveram as taxas de colesterol ruim reduzidas, mas também perderam peso. A farmacêutica Alessandra Ramos acompanhou o grupo pelo período de um ano e não registrou reações adversas.

Também a tese de mestrado sobre glicemia de Solange Guertzenstein, do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, pesquisou sobre a farinha da casca do maracujá. O estudo também apresenta benefício para quem apresenta altas taxas de colesterol. "Essa espécie de gelatina faz volume dentro do estômago e dá saciedade", afirmou a pesquisadora se referindo a ação da pectina no organismo.


Outra pesquisa realizada com a farinha da casca do maracujá relacionou sua atividade hipoglicemiante com o possível tratamento de doenças como o diabetes mellitus.

Por Catharina Apolinário

Comente