Cardápio antiespinhas para controlar a acne

Cardápio antiespinhas para controlar a acne

Sofre com a acne? A doença multifatorial que surge na adolescência, acometendo as áreas oleosas da face, costas e tórax possui diversos tratamentos, dentre eles a própria alimentação.

Algumas pesquisas mostram uma relação positiva entre alimentos de baixo índice glicêmico e melhor controle das espinhas. Alimentos com baixo índice glicêmico, probióticos, ômega-3 e antioxidantes parecem ter um impacto positivo no controle da doença. "Quem ajusta a alimentação consegue controlar melhor o problema", explica o dermatologista Jardis Volpe.

Segundo o especialista, durante muito tempo, parte da comunidade médica dizia que a alimentação não interferia no quadro. Mas, na verdade, a alimentação não causa a acne, mas influencia na sua melhora ou piora.

Para facilitar a identificação desses alimentos, especialistas americanos classificaram a alimentação como os Big Five - as cinco classes de alimentos que podem ter algum impacto na doença: os carboidratos, os alimentos de leite e derivados, os antioxidantes, óleo de peixe (ômega 3) e os probióticos. Veja abaixo quais são eles e mantenha-os fora do seu cardápio:

Carboidratos - Alguns estudos comprovaram que em algumas sociedades com baixo consumo de carboidratos e baixo índice de glicemia não foram encontradas pessoas com acne. Um outro estudo na Austrália, 23 homens entre 15 e 25 anos, com acne, fizeram dieta com baixo índice glicêmico. Houve uma melhora significativa na severidade da acne. Os principais inimigos são o açúcar ou os carboidratos vazios, como os alimentos feitos com farinha branca, arroz branco, batata e os derivados da cana de açúcar, não só o açúcar, que liberam insulina no sangue. Este processo libera uma cascata de eventos inflamatórios e hormonais, que causam acne. O mais indicado é ingerir pão com multigrãos, vegetais, feijões etc. No caso das frutas, existem algumas com alto índice glicêmico, com o é o caso da banana, Melancia e kiwi. Prefira a cereja, maçã ou ameixa.

Leite e derivados - Estudos comprovam que há uma associação de melhora e piora com a ingestão de leite, principalmente com leite ntegral. A ação acontece por mecanismos hormonais  e o aumento do IGF 1, o hormônio do crescimento, que é um outro pró-inflamatório do organismo. Uma alternativa para não perder o cálcio e a vitamina D inserida no leite, o consumo de leite de amêndoas ou o leite desnatado.

Antioxidantes - Agem ao reduzir a inflamação. Não existem estudos que comprovam efetivamente, mas esta é uma tendência. Por exemplo, chá verde, alimentos ricos em vitamina C, ricos em licopeno, em vitamina B3 (niacinamida), em zinco como brócolis e espinafre. A vitamina A e C pode ser suplementado via oral ou tópica (em creme).

Óleo de peixe - Nos Estados Unidos há uma relação de consumo  desproporcional de consumo de ômega 6 (inflamatório) e 3 (anti-inflamatório) de 20 para um. Então, os americanos têm uma dieta pró-inflamatória. O óleo de peixe está presente na sardinha, salmão, e o ideal é que seja ingerido de 1 a 3g por dia. A ação anti-inflamatória parece ter impacto positivo na severidade das espinhas.

Probióticos - São as bactérias boas do intestino. Há uma relação, neste caso, entre o intestino, cérebro e pele. Os probióticos regulam e a inflamação da pele, melhorando também a resistência à insulina. A microflora intestinal atua positivamente na pele. Pode-se usar o suplemente do probiótico em cápsulas ou um copo de iogurte desnatado todos os dias.

Por Jessica Moraes

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