A fome é inimiga do emagrecimento

fome

Dietas radicais à base de jejum podem tornar mais sofrido o processo de emagrecimento e dificultar a manutenção da perda de peso. Enganar o estômago pode até ser uma tarefa simples, mas enganar o cérebro e seus mecanismos de compensação é uma empreitada bem mais árdua.

A razão é simples. Ao contrário do que muitos pensam, a fome não é gerada no estômago e, sim, no cérebro. É o cérebro que dá ao indivíduo a sensação de fome e saciedade. É ele que nos informa a hora de comer e dele provém o controle sobre a digestão e absorção de alimentos pelo organismo.

O estômago vazio oferece ao cérebro alguns sinais que apontam a necessidade de se alimentar e imediatamente desencadeia-se o processo de busca pela comida.

Na prática, o que se percebe é o seguinte: cada vez que se pula uma refeição, um mecanismo psicológico de compensação é ativado e o cérebro acaba produzindo um impulso que impele o indivíduo a buscar grandes quantidades de alimento para compensar a falta sentida.

Do ponto de vista biológico, quando o organismo passa longos períodos sem alimento, a capacidade de absorção aumenta contribuindo, assim, para o ganho de peso. Além disso, após períodos de jejum, os freqüentes sinais de fome emitidos por diversas partes do organismo ativam o centro cerebral que demora mais a ser desativado, prolongando a sensação de fome e incentivando o consumo alimentar.

Assim quando se deseja optar pelo emagrecimento seguido por saúde e bem-estar a reeducação alimentar é, sem sombra de dúvida, a proposta mais indicada por respeitar os mecanismos de funcionamento do corpo e da mente.

Por Flávia Leão Fernandes

Psicóloga - CRP 06/68043

Comente