Transforme insegurança em autoconfiança

Transforme insegurança em autoconfiança

Ninguém é totalmente seguro, até porque certa dose de insegurança é saudável. Diante de determinadas situações, a insegurança pode sinalizar um perigo real. O problema é que pessoas inseguras tendem a criar perigos imaginários e acreditam nisso.

Suas atitudes, conseqüentemente, refletem o medo diante das ameaças imaginárias e assim se estabelece o círculo vicioso da insegurança. Ninguém consegue agradar a todo mundo, a rejeição faz parte da vida, ganhar e perder é inevitável. Quem não aceita que isso ocorra vive na expectativa de situações ideais, que não existem.

Pessoas autoconfiantes sabem que terão que lidar com desapontamento, frustrações, circunstâncias indesejáveis. Mas ao invés de ficarem desanimadas, ou inseguras, confiam na própria capacidade de superar o que quer que lhes aconteça.

O inseguro costuma achar que é o culpado por todas as coisas que lhe acontecem de ruim. Por tomar tudo pessoalmente, tem dificuldades na convivência com outras pessoas. Um exemplo típico é o da pessoa que encontra alguém com expressão fechada, cara de aborrecido, ou mau-humor, e acha que aquilo é pessoal, dirigido à sua pessoa. Isso acontece porque a insegurança está em ação e leva o indivíduo a acreditar que é responsável pelo modo como os outros agem na sua presença.

As pessoas fazem o que fazem por razões que são delas. Pessoas autoconfiantes sabem disso e não se preocupam se encontram alguém em um mau dia. Os inseguros vivem com medo de não serem aceitos, de não agradarem e por isso, costumam interpretar o que os outros fazem como algo dirigido a eles.

O poder está dentro de cada um.

Ninguém precisa ficar prisioneiro da insegurança ou de outros sentimentos que causam sofrimento. Quando a pessoa se dispõe a arregaçar as mangas e fazer o trabalho necessário para mudar o que acredita sobre si mesmo, sobre as outras pessoas e sobre o mundo, descobre que o poder está em seu interior.

É importante rastrear a insegurança para descobrir as experiências que originaram a crença no seu pouco valor. Em geral, crianças que não receberam amor e aprovação dos pais ou de adultos importantes para ela, crescem acreditando que são menos do que os outros. Quando a pessoa aprofunda seu sentimento de menos valia, pode mudar a crença distorcida de que não merece ser amado, ou de que é inadequado.

A partir daí, a construção da autoconfiança é uma questão de tempo e atitude. Quanto mais a pessoa observa seus pensamentos e emoções, mais claramente percebe o quanto eles influenciam seu comportamento. Para tornar-se seguro e autoconfiante, é necessário questionar pensamentos antigos que teimam em aparecer. Em vez de se deixar levar por eles, a pessoa pode substituí-lo por outro que a faça sentir-se bem consigo mesma.


Nada na natureza dá saltos, portanto, a autoconfiança é uma estrada a ser percorrida. A velocidade com que cada um faz isso dependerá do esforço que estiver disposto a fazer.

Lembre-se: o que conta não é o que acontece, mas, principalmente, o modo como você interpreta aquilo que acontece.

A colunista Jael Coaracy é escritora, personal e executive coach. Contatos - jaelcoaracy@gmail.com / http://www.vaidarcerto.com.br

Comente