Magras e infelizes

Magras e infelizes

Crystal Renn. Foto Reprodução

Magreza definitivamente não é sinônimo de felicidade, nem de satisfação plena. Embora perder peso seja muitas vezes uma questão de saúde, os exageros podem ser prejudiciais, não só ao corpo, mas até a vida emocional.

E também existe o lado oposto disso. Mulheres que são infelizes por se acharem magras demais e não conseguirem engordar. Ou aquelas que conseguiram o resultado esperado à custa de muito sacrifício, e não se tornou mais feliz com a transformação.

Um exemplo clássico é o da top Crystal Renn, famosa modelo plus-size, que era bastante conhecida ao desfilar em trajes tamanho GG. No início deste ano ela apareceu na Vogue mexicana visivelmente bem mais magra.

Em entrevista à revista, Crystal (que já foi anoréxica) declarou que junto com a perda de peso veio também a depressão e que ela não se sentia nada feliz. "Nunca achei que perder peso me traria felicidade, mas não imaginava que a mudança em meu corpo me deixaria em dúvida quanto a minha personalidade. Não me sinto mais eu", disse Crystal, na época.


Segundo a publicação, ela pretende voltar a engordar, mas seguindo uma dieta balanceada, nada de gorduras e carboidratos em excesso. "É só voltar a comer como uma pessoa normal. Ou vocês acham que para ser magra como estou, me dou o luxo de comer de forma balanceada? Nada disso, vivo de folhas, apenas", revelou.

A luta de Crystal para recuperar seu peso normal serve como inspiração às gordinhas que lutam contra a balança. "Cheguei aonde vocês sonham chegar e acreditem, vivi o inferno", afirmou a modelo.

Por Jessica Moraes

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