Jovens estão menos comprometidos com o trabalho

Jovens estão menos comprometidos com o trabalho

Um estudo global, conduzido pela GfK, a quarta maior empresa de pesquisa de mercado no Brasil, aponta falta de comprometimento de jovens trabalhadores no mundo todo. A análise destaca que isso é resultado da pressão a que eles têm sido submetidos nas empresas ou organizações.

Realizada de fevereiro a abril deste ano, a pesquisa encontrou um mercado de trabalho polarizado entre jovens de 18 a 29 anos desiludidos e trabalhadores mais velhos, acima dos 60 anos, possivelmente mais resignados.

Em nível global, apenas 21% dos que têm entre 18 e 29 anos estão bastante comprometidos com seus empregadores, enquanto que para os entrevistados com idades acima dos 60 anos o índice sobre para 31%.

No Brasil, 20% dos jovens entre 18 e 29 anos estão altamente comprometidos, enquanto que nas faixas etárias mais altas (50 a 59 anos) o índice é bem superior: 37%.

Esta grande diferença no nível de comprometimento entre os jovens "que põem a mão na massa" e aqueles que provavelmente estão em posições mais seniores representam um verdadeiro problema para as empresas no mundo.

"É crucial, portanto, para empresas e países encarar e resolver as causas da falta de comprometimento de sua jovem força de trabalho", ressalta Daniela Salles, Diretora da Unidade de Satisfação e Lealdade da GfK Brasil.

Embora os jovens trabalhadores sejam mais provavelmente livres de maiores responsabilidades no trabalho, uma grande porcentagem deles está "frequentemente" ou "quase sempre" preocupada com o equilíbrio entre sua vida profissional e pessoal, com a pressão para trabalhar longas jornadas e com a saúde pessoal.


Outro ponto revelado pela pesquisa é que 53% dos brasileiros estão frequentemente estressados no trabalho - uma alta porcentagem em comparação com outras idades.

Como resultado dos problemas acima, 59% dos brasileiros se sentem frequentemente infelizes com o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal - a mais alta porcentagem de todas as faixas etárias.

Por Jessica Moraes

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