Jovem usa o cinema para combater exploração sexual infantil

Ativista de 19 anos produziu um documentário sobre o tema que ganhou importantes prêmios
rebecca dharmapalan

foto reprodução: Huffington Post

Aos 19 anos, Rebecca Dharmapalan já é considerada uma grande ativista que está mudando o mundo. A estudante de cinema fez um pequeno documentário há dois anos sobre a exploração sexual infantil na cidade de Oakland, na Califórnia, Estados Unidos. Os casos na região parecem estar em ascensão.

O documentário intitulado “International Boulevard” ganhou vários prêmios, incluindo o grande prêmio no “Girls Impact the World film festival”, em 2013, e segundo lugar no “Adobe Youth Voices” (AYV).


“Foi como acender uma vela em um quarto muito, muito escuro”, disse Rebecca sobre seu trabalho. No entanto, o alcance e o impacto do vídeo que tem apenas cinco minutos a surpreendeu.

"Quando criamos o 'International Boulevard,' eu não percebi o impacto que ele teria sobre a nossa comunidade. Ele realmente mudou a  minha maneira de pensar sobre a arte e vê-la com um propósito", revelou a jovem.

Mas o seu engajamento não parou por aí. Hoje, Rebecca estuda na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e os esforços para combater o tráfico sexual de crianças em sua comunidade só se intensificaram. Como membro de uma comissão da Juventude em Oakland, Rebecca ajudou a fundar um grupo de vítimas de exploração sexual, a primeira força-tarefa de prevenção da cidade.

Além disso, a jovem também ajudou a criar uma campanha de cartazes por toda a cidade, além de uma aula obrigatória para alunos do ensino médio do Distrito Escolar Unificado Oakland para saber mais sobre esse delicado assunto (o documentário consta na grade curricular), em parceria com os hospitais da região, para criar protocolos para médicos que ajudam vítimas e sobreviventes do tráfico sexual. 

Rebecca também está levantando fundos para transformar seu documentário em um longa-metragem. Seu objetivo é que o filme possa ser visto e divulgado em mais lugares, para que todos percebam que esse problema afeta a todos e em muitas outras regiões, e que com essa percepção as pessoas se motivem a combater a exploração sexual infantil.

A jovem nos inspira ao usar seu talento na arte audiovisual e seu tempo para transformar o mundo em que ela vive. E o que nós também podemos fazer para mudar o mundo?

Por Jessica Moraes

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