Histórias de superação por meio da dança

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foto: divulgação

No próximo mês de setembro chega ao Teatro Tuca, em São Paulo, o grupo de dança "Chega de Saudade". "Correm as cidades nos quatro cantos do mundo" é uma montagem que apresentará o meio-fio das ruas e avenidas como o guia interno que conduz o homem do dia a dia nos centros urbanos.

No elenco estão 50 bailarinos não profissionais entre 19 e 53 anos. São integrantes que não seguem necessariamente o estereótipo do bailarino; de estatura alta e baixa, acima ou abaixo do peso ideal, de diferentes características físicas e sociais. Porém, todos têm em comum o fato de terem encontrado na dança sua própria e pessoal forma de expressão e, por vezes, de superação. Com essas características, a montagem gera no espectador grande identificação, uma vez que a plateia se sente representada no palco.

Uma das integrantes da montagem, a gerente de projetos Patrícia Camacho, 41 anos, sobreviveu a um câncer avançado nas duas mamas e metástase nos linfáticos. Aos 31 anos operou, fez mastectomia total, passou por 31 sessões de radioterapia e até mesmo transposição muscular.

De lá pra cá foram anos de luta contra a doença, a depressão e contra as limitações - palavra que não faz parte de seu dicionário. Fisioterapeuta por formação, Patrícia foi além das recomendações dos médicos e acreditou que exercitar-se era o melhor a fazer.

Em janeiro de 2013, reencontrou uma amiga que a convidou para fazer parte do elenco de Grão - a montagem do grupo ano passado - e topou o desafio. São quatro dias por semana de ensaio puxado. Patrícia, que convive com dores há anos, diz que as dores diminuíram e que não pensa mais em parar de dançar. "Preenchi uma lacuna da minha alma. Dançar para mim é oração", afirma.

A dança sempre despertou interesse para o empresário Saulo, de 48 anos. Desde mais jovem acompanhava sua irmã nas aulas de balé. A necessidade de perder peso e evitar problemas de saúde, já existia uma vez faz parte de uma família de obesos, e a paixão pelo mundo da dança o motivou a entrar em 2005, para o projeto "Cidadão Dançante" do coreógrafo Ivaldo Bertazzo.

De lá pra cá, não parou mais. Encontrou na dança a fórmula de seu equilíbrio, como ele mesmo gosta de dizer. Aprendeu a ter disciplina para encarar o agito do dia a dia (acorda às 6 e só para às 23h), mudou os hábitos alimentares para poder dançar melhor e passou a ter mais disposição para a realização das tarefas cotidianas. Com a mudança de hábitos, Saulo conseguiu eliminar 10 kg.

Por Vila Mulher

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