Curar a ansiedade depende de nós

Curar a ansiedade depende de nós

Foto: Michal Marcol

A ansiedade é uma palavra que funciona como um rótulo que utilizamos para nomear estados emocionais diferentes e desconfortáveis. O ponto de partida da ansiedade é a fantasia de que podemos controlar o movimento da vida, o comportamento de outras pessoas, os eventos que não dependem de nós.

A ansiedade se torna mais ou menos intensa, conforme a necessidade que se tem de ter controle sobre as outras pessoas e circunstâncias futuras. Não sentimos ansiedade em relação ao passado. O que traz insegurança e medo é o que tememos que nos aconteça. Ou, ainda, o medo de que alguma coisa que planejamos não se passe do modo que desejaríamos.

A pessoa ansiosa vive em estado de alerta. Como um soldado que permanece vigilante em uma fortaleza, pronto para reagir ao menor sinal de perigo. É como se a pessoa passasse a viver à espreita de um inimigo, cuja chegada não pode prever.

Expectativas diante do indefinido podem se tornar ameaçadoras, se não aceitarmos a ideia de que a única coisa sobre a qual temos cem por cento de domínio é a nossa atitude.

Podemos escolher como reagimos diante do que as outras pessoas face os imprevistos da vida e dos obstáculos (naturais) do caminho. Quando aprendemos essa lição, podemos relaxar e seguir o caminho, fazendo o melhor possível, sem construir expectativas irrealistas, que terminam em frustração.

Quando a ansiedade se torna um estado crônico, produz inquietação, afeta a saúde física, e gera uma série de outras emoções indesejáveis. Para transformar a ansiedade, temos que mudar nossos pensamentos habituais.

Quando deixamos de viver em função da aprovação do outro, muitos conflitos caem por terra. Querer atender à expectativas de terceiros, sejam que forem, é desgastante e gera mega doses de ansiedade. Não precisamos, nem poderíamos (!) ser perfeitos. Ninguém acerta sempre e o pior erro é não tentar. Precisamos ter clareza sobre nossos valores e viver de acordo com eles.


Quando nos ocupamos em construir nossos projetos e buscamos recursos para realizá-los, passamos a usar nossa energia positivamente. Em vez de produzir emoções que resultam em ansiedade, concentramos esforços no desenvolvimento de competências que nos qualificam emocionalmente e intelectualmente.

Depende de cada um de nós.

A colunista Jael Coaracy é escritora, personal e executive coach. Contatos - jaelcoaracy@gmail.com http://www.vaidarcerto.com.br

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