Coragem para se aventurar

Coragem para se aventurar

Quem não tem um sonho, uma vontade secreta, um anseio de experimentar um aventura ? Todas nós, é claro! Seja um esporte radical, uma experiência diferente, uma viagem exótica, toda e qualquer chance de colocar em prática o que se desejou por tanto tempo é um ato de coragem e satisfação.

Vamos conhecer as histórias de duas mulheres que não ficaram sentadas esperando o sonho virar realidade.

Carla Palamone e a paixão pelos golfinhos

“Paixão antiga, sabe como é ? Eu adorava os desenhos do Flipper e também adorava ver os golfinhos que tinha em um parque de Santos, o Luna Park.

Finalmente, no mês passado, realizei o sonho em uma viagem para Cancun. Fiz um passeio com os golfinhos que durou 45 minutos.

Antes de começar o passeio, explicaram que era necessário tirar todos os adornos para não machucá-los e também mostraram um vídeo falando um pouco da vida deles, nessa hora ela já estava chorando de emoção.

Eu, meu namorado e duas jovens russas, brincamos com os golfinhos. Teve um momento que eu chorei de alegria. A pele deles parece uma borracha e são muito dóceis. Imaginem que eles empurravam os nossos pés e faziam com que as pessoas boiassem na água.

Foi muito rápido. Abracei e recebi carinho deles. Foi inesquecível”

Celina Yamamura planejou e fez acontecer a vontade de voar de asa-delta!

“A idéia era antiga. Sempre tive muita vontade de curtir a paisagem do Rio de Janeiro de outro ângulo. E pra não ter mais desculpas pedi essa aventura de presente de aniversário para o meu marido.

Como eu não tinha referência nenhuma sobre asa-delta resolvi procurar na internet e no Guia 4 Rodas que indicaram a equipe do Rui Marra. Marcamos de nos encontrar num posto perto da Pedra Bonita de onde parte o vôo.

De lá subimos, eu e meu marido, no carro deles em direção à Pedra Bonita, que fica no Parque Nacional da Tijuca...ah antes uma paradinha para assinar um termo em que você diz que está ciente do risco que corre (rs)...e a aventura já começou na subida do morro, pois a estrada é super estreita e em vários lugares eles vão buzinando para o outro sair da frente.

Chegando lá comecei a sentir a adrenalina....o lugar é bem alto e tem uma vista fantástica, abaixo da rampa tem até uma arquibancada. Vesti o macacão e o capacete e fizemos um treino rápido da corrida que antecede o salto. Ele me ensinou o que eu devia fazer, onde não devia tocar e ai fiquei esperando a minha hora.

Quando chegou a minha vez eles posicionaram a asa-delta bem perto da rampa, prenderam o meu macacão na asa-delta e eu fiquei deitada pra ver se a posição estava ok. Levantamos e ele disse pra eu dizer “pronto”. Ah...ele disse também para eu não olhar para o chão...pra olhar para uma ilha lá no horizonte...e eu olhei e disse “PRONTO!” E lá fomos nós correndo na rampa até que não senti mais nada...só um friozinho no coração e depois uma sensação de paz e tranquilidade...foram apenas 10 ou 15 minutos, mas valeu muito a pena, a paisagem é maravilhosa, curti cada momento, cada vista...foi lindo...

E na hora de pousar ele fez o “pouso da gaivota”, que é quando a asa-delta vem do mar para a areia, bem pertinho, parecia até que o mar ia tocar os meus pés. O pouso foi ótimo e a sensação de voar ainda ficou por um bom tempo na minha memória. Recomendo a todas”

Por Karina Conde

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