Cheguei aos 40!

Cheguei aos 40

Foto Cinema Festival

Quem olha para Nicole Kidman e Julia Roberts não acredita que elas já passaram dos 40. Agora a atriz Jennifer Aniston também faz parte do time e tem um corpo bem mais em forma do que duas de 20.

Claro que atrás disso há muita malhação, plásticas e cuidados especiais com a beleza. Mas e a beleza que a experiência traz? Maturidade e segurança na hora de usar o charme e a sensualidade em pequenos gestos? Não só isso, como diz o rei Roberto Carlos, elas têm "sorriso bonito, olhar de quem sabe, um pouco da vida. Ela é uma mulher, que sabe o que quer, e no amor acredita".

A administradora de empresas Elaine Rubio chegou aos 40 este mês. E se diz melhor do que imaginava. "Confesso que fiquei assustada em chegar nessa idade com cara de ‘tiazinha’. Me sinto super bem, madura, de bem com a vida, financeiramente e emocionalmente", diz a mamãe de dois filhos.

Quem já passou da "idade da loba" e tem a sua opinião formada sobre o assunto é a empresária Patricia Strebinger, casada e também mãe de dois filhos. Para ela, as mudanças na sociedade fazem com que uma mulher chegue hoje aos 40 anos com aparência de 30.

"Lembro de quando era criança e chegava uma mulher de 40 anos em casa nos a chamávamos de senhora e, na verdade, era mesmo uma senhora. Hoje a mulher de 40 é jovem, bem resolvida, dinâmica e experiente, a maioria sustenta a casa e os filhos sozinha, e por esta razão hoje somos empresárias, presidentes e diretoras de grandes empresas. Nós fazemos a diferença", ressalta.

Quando passou a fazer parte das balzaquianas muita coisa mudou em sua vida. Patrícia viu os seus filhos se tornarem adultos, inclusive um deles foi morar fora do país. Antes de chegar aos 40, ela conseguiu maturidade suficiente para deixar um emprego estável, pois tinha vida estabilizada e filhos criados, para se aventurar no mundo dos negócios. A decisão de montar a própria empresa também foi uma forma de buscar mais tempo para ela e para a família. Patrícia vivia fora de casa, em muitas viagens por conta do trabalho.

"Então, consegui desenvolver meu próprio negócio, com escritório perto de casa. Apesar de ter que trabalhar muito tenho a flexibilidade de estar perto da minha casa e ter momentos de lazer e descanso com meu marido e filhos".

Claro que para se sentir melhor, Patrícia e várias outras mulheres por aí buscam mais qualidade de vida, o que acaba se refletindo na beleza. Para a empresária, o que muda aos 40 é uma busca maior por cuidados com a pele, corpo, alimentação, e, fundamental, a mente. "Fiz plástica, apliquei botox, pois acredito que nós mulheres temos que investir em nós mesmas, principalmente na nossa autoestima, pois quando nos sentimos bem nós mesmas tudo é mais fácil, transparecemos felicidade para as pessoas ao nosso redor". Mais belas e confiantes, elas também sabem o que querem sexualmente e "entendemos que o sexo é feito a dois, afinal você tem a liberdade do diálogo, ou seja, sabe expor suas vontades e desejos", acrescenta.

A Vilamiga Silvinha, de 41, compartilha a mesma opinião. Para ela, enquanto uma menina de 20 anseia por aprendizado, a mulher de 40 dá aula. "Se a nova tem ciúme incontrolável, a madura conversa sobre o que a incomoda. Se a primeira é insegura, a segunda tem uma consciência incrível de si mesma, sabendo valorizar suas qualidades e amenizar seus defeitos. Demonstra mais atitude e menos frescuras". Patrícia reforça a teoria de Silvinha e acredita que depois dos 40, a mulher não tem mais a ilusão de encontrar o príncipe encantado, sabe levar o seu casamento. E tem certeza que a experiência é um dos pontos fortes nesta nova empreitada da vida.

Cheguei aos 40

Cena do filme Comer, Amar e Rezar. Reprodução Sony Pictures

Comer, rezar e amar

Claro que cada mulher segue a sua história, às vezes por caminhos mais sinuosos do que Silvinha, Elaine e Patrícia. Geralmente o início do trajeto começa logo aos 30, assim como Elizabeth Gilbert, escritora premiada e jornalista que aos 34 descobre que não quer ser mãe nem viver em uma boa casa no subúrbio de Nova Iorque. Depois de pedir o divórcio, ela decidiu abandonar tudo e passar um ano viajando sozinha. As aventuras por Roma, Índia e Bali renderam o livro "Comer, amar e rezar", sucesso mundial com mais de 4 milhões de exemplares vendidos.


Agora, com 40, ela prova que conseguiu atingir seus objetivos através do livro "Committed: A Skeptic Makes Peace with Marriage" (Comprometida: Uma Cética Faz as Pazes com o Casamento), com chegada prevista no segundo semestre de 2010 ao Brasil. Já o seu primeiro livro se tornou filme, cujo papel principal é feito por Julia Roberts, com 42 anos, que na trama interpreta Elizabeth mais nova. O longa estreia em agosto nos Estados Unidos e no Brasil deve chegar aos cinemas no final do ano.

Por Juliana Lopes

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