Casos de preconceito

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Foto/Divulgação TV Globo

O preconceito é um mau julgamento e um comportamento social que afeta as pessoas desde muito tempo. Ainda assim, com toda a modernidade e informação que o mundo recebe hoje, vemos casos de preconceito de várias partes.

Recentemente o deputado Jair Bolsonaro fez declarações consideradas racistas e homofóbicas e o jogador de vôlei Michael, sofreu uma manifestação preconceituosa de sua sexualidade em uma partida em Minas Gerais. Por que ainda existe esse comportamento?

Segundo a psicóloga Deise Lazari, esse é um mal da sociedade difícil de tratar. "O preconceito muitas vezes vem da formação em casa. Nesse caso é uma questão de cultura mesmo. Pode ser que algumas crianças tomem consciência e mudem seu comportamento, mas adultos não. Infelizmente, é uma coisa muito enraizada", diz.

Essa questão de preconceito vai longe. Segundo a psicóloga, todos têm algum tipo de preconceito. Seria o tal "pré-conceito", onde as pessoas fazem um julgamento sem ao menos ter conhecimento do outro. "Prostitutas, usuários de drogas, mendigos, existe um preconceito geral, onde a hipocrisia é muito grande. As pessoas simplesmente ignoram essa parcela da população que vivem em uma má situação. E não se consideram preconceituosas, mas no fundo agem com preconceito sim", afirma a especialista.

Um exemplo pouco observado é o dos famosos "rótulos". "A vencedora do último BBB, Maria, tem um perfil rotulado: a mulher gostosona e burra, que pela primeira vez conseguiu vencer um programa em que o aparente conteúdo muitas vezes prevalece", explica Deise.

"A melhor forma seria desde muito cedo educar os filhos ensinando-os a necessidade de colocar-se sempre no lugar do outro. Porque só através da conversa é que eu consigo aprender a respeitar a diferença. A pergunta norteadora seria: Quem, hoje, está realmente disposto a conhecer alguém de verdade? Quem tem tempo? Então, fica muito mais fácil julgar antes de conhecer", explica.


"E quem sofre de preconceito não tem que se portar como alguém inferior ou diferente. Porque a verdade é que todos somos iguais em importância, nem melhor, nem pior", conclui.

Por Jessica Moraes

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