Baixa autoestima e as pessoas boazinhas

Baixa autoestima  cuidado com ela

Foto: Steve Hix/Somos Images/Corbis

Autoestima é o senso de valor próprio, de autoapreciação que alguém tem sobre si mesmo. Uma boa autoestima anda de mãos dadas com uma autoimagem positiva. Quando isso acontece, a pessoa se reconhece como um ser em construção e se sente capaz de buscar as realizações que deseja.

Autoestima implica em autoamor. O amor por si mesmo possibilita a relação amorosa com o outro. Quando você se ama, se percebe como alguém que merece receber amor. O contrário também ocorre. Quem não gosta de si mesmo não se sente merecedor de amor, e tende a buscar relacionamentos que confirmam o conceito negativo que faz de si mesmo.

Pessoas com baixa autoestima costumam apresentar comportamentos agressivos e gratuitos. A percepção que têm de si mesmas faz com que se sintam inferiores em relação aos outros. Esse sentimento de menos valia pode gerar a incapacidade de aceitar críticas e um comportamento agressivo e hostil quando frustradas ou contrariadas.

Em geral, essas pessoas tendem a vender uma imagem superfaturada de si mesmas e a se apresentarem como extremamente "boazinhas", comunicativas e carinhosas. Mas, rapidamente se transformam em ríspidas e agressivas, quando não se sentem aprovadas em tudo o que fazem.

Vivem em um estado extremamente suscetível, que as induz a interpretações distorcidas da realidade. Percebem qualquer discordância normal, do dia-a-dia, como ofensa pessoal. Precisam que o outro funcione como um espelho em que possam se ver como gostariam de ser.

Demonstram ser, à primeira vista, o que não são na tentativa de esconderem seus conflitos internos e o conceito pobre que tem de si mesmas. Entretanto, nem sempre é fácil reconhecer a pessoa que se apresenta com um falso "Eu".


Relacionar-se com alguém com a autoestima comprometida é complicado. Implica em viver "pisando em ovos", enchendo de elogios o poço sem fundo da carência do outro, abrir mão da espontaneidade, renunciar a qualquer observação que ameace o ego frágil da pessoa ao lado.

Pessoas saudáveis emocionalmente não se perturbam com pequenas coisas e convivem bem com as diferenças. Acima de tudo não atribuem ao outro a responsabilidade pelo modo como se sentem.

E você, qual grau de importância que você dá para o seu EU?

Jael Coaracy é psicóloga, escritora, coach de vida e profissional. Atende em consultório e por skype. Contatos: jaelcoaracy@gmail.com http://www.vaidarcerto.com.br/site/index.htm

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