Atravessando tempos difíceis

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Tempos difíceis, tempos estressantes, não são tudo na vida, mas fazem parte da vida, do crescimento e de andar para frente.

Por que as coisas más ou ruins acontecem com gente boa? Esta pergunta intrigou artistas, filósofos e pensadores religiosos através dos tempos. Quando acidentes, doenças, infortúnios financeiros ou outras tragédias pessoais acontecem com pessoas moralmente responsáveis, nosso sentido de justiça fica abalado, especialmente porque outros, com comportamentos menos honrosos, em geral vivem sem problemas, ao menos aparentemente.

Parece justo que aqueles de vida exemplar devam ser recompensados com uma existência sem tragédias. Em vez disto, ouvimos repetidamente que alguns inocentes foram vitimados enquanto seus opressores continuam livres. Que defeito na ordem do universo pode permitir que o infortúnio atinja a existência de gente boa? É a pergunta que alguns fazem com amargura quando atravessam tempos difíceis.

“O que fazemos com tempos difíceis ou de excesso de tensão é nossa escolha”

Podemos usar a energia dos tempos difíceis pra atravessar e superar nossos problemas. Podemos usá-la para sintonizar nossas capacidades e nossa espiritualidade. Ou podemos atravessar essas situações sofrendo, armazenando amarguras e recusando-nos a crescer ou a mudar.

Embora a amargura seja uma reação comum, ela é apenas superficial. Devemos ir além da amargura e entender que podemos aprender com os nossos “maus tempos”. Com o passar do tempo, a dor de uma catástrofe pessoal poderá dar lugar a um novo entendimento e a um crescimento interior.

Um indivíduo bom que passa por uma experiência dolorosa pode despertar recursos internos e abrir portas para uma vida nova e mais expandida. Os tempos difíceis podem motivar-nos e moldar-nos a conquistar o melhor de nós. Podemos usar essas horas para seguir adiante e para cima, para níveis mais elevados de viver, amar e crescer.

A escolha é nossa. Como nos permitiremos sentir? Assumiremos quanto à situação uma posição de resignação e derrota? Questionaremos a vida e o criador perguntando o que devemos aprender e fazer? Ou usaremos o incidente para comprovar crenças antigas e negativas? Será que diremos: “Nada de bom acontece comigo... Sou sempre uma vítima... Não se pode confiar nas pessoas... Não vale a pena viver?”.

Os grandes se recusam a serem vitimados pelas circunstâncias. Ao contrário, usam os eventos traumatizantes como trampolim para uma atitude útil e criativa em relação à vida.

Nem sempre precisamos de desconfortos para nos motivar a crescer e mudar. Não temos de criar, procurar ou atrair situações difíceis. Mas, se ela estiver lá, podemos aprender a canalizá-la para o crescimento e usá-la para conseguir o que é bom na vida.

Daniel C. Luz

Autor dos livros Insight I e Insight II

DVS Editora

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