A vida imita a arte ou a arte ajuda na vida?

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técnicas do teatro no desenvolvimento pessoal

Formado em Artes Cênicas e com certificação internacional em executive coaching, além dos trabalhos como ator, Leonardo Calixto também atuou como diretor e produtor de espetáculos.

Em uma destas produções, Calixto acumulou também a função de preparador de elenco e começou a notar que as dificuldades que os atores tinham para performar vinham da vida pessoal, e que não bastava resolver o problema de forma pontual, porque de certa forma, essa dificuldade persistiria e apareceria de outra maneira.

Por exemplo, se a pessoa tinha dificuldade para se concentrar, decorar textos e guardar marcação de palco, na vida particular era alguém que esquecia compromissos e datas.

"Ficou claro que estes problemas eram universais, presentes em qualquer área e profissão. Toda dificuldade que possuímos profissionalmente precisa ser trabalhada a partir do aprimoramento pessoal. O lado técnico tem uma limitação, a pessoa não", resume.

Em virtude disso, Calixto desenvolveu uma metodologia de desenvolvimento pessoal aplicável em qualquer área, uma vez que o maior problema do mundo corporativo é a perda de sensibilidade - a dificuldade em perceber o que é relevante no meio em que atua - bem como a dificuldade em se relacionar, em transmitir o que se sabe aos outros.

Porém, apesar do problema atingir profissionais de todas as áreas, o método não poderia ser aplicado da mesma forma e seria preciso um diagnóstico para entender quais eram as necessidades de cada um, para aplicar o programa de forma customizada, em outras palavras - humanizado.

A partir daí, desenvolveu um método para conquistar a comunicação de alta performance atrelada a técnica teatral e a batizou de "Cultura de Humanização para Alta Performance", tendo como principal objetivo potencializar o desempenho comportamental de cada líder e colaborador.

Utilizando técnicas teatrais ligadas a situações problema do ambiente corporativo, os profissionais se vêem resolvendo esses conflitos a partir do que realmente são encontrando as respostas no seu "eu interior".

"Sem a intervenção o instrutor que está conduzindo o treinamento, os profissionais conseguem perceber qual é o comportamento limitante que tem e o que precisa fazer para substituí-lo por um comportamento fortalecedor. As pessoas não querem respostas prontas, querem desvendá-las e o aprendizado de experiência permite isso", conclui.

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Os resultados começaram a surgir quando o desenvolvimento dos estados emocionais fortalecedores, como a confiança, segurança, naturalidade, serenidade e tranqüilidade começaram a ser usadas no dia a dia, aumentando a capacidade de analisar, se expressar e transformar.

Com isso, as pessoas conseguem ser elas mesmas em qualquer situação, adaptando o seu capital intelectual à necessidade do momento.

Por Jessica Moraes

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