Treinar demais pode comprometer a saúde

Supertreinamento pode comprometer a saúde

O verão está aí e muita gente que não tem o hábito de ir para a academia ou ainda não viu o resultado esperado com ela está pegando pesado na malhação. Mas cuidado, malhar pesado pode significar excessos e isso pode trazer problemas. Portanto, Vila Equilíbrio traz algumas considerações de um consultor físico para você que está querendo entrar em forma para o verão. E aponta que o chamado de síndrome de overtraining ou supertreinamento não é a solução.

O educador físico Henry Pimenta afirma que o primeiro e maior problema é treinar sem orientação de um profissional de educação física. Ele lembra que começar os exercícios sem aquecer, escolher roupas e calçados inadequadas e fazer treinos errados podem causar uma lesão e outros problemas ao invés de emagrecer.

Pimenta explica que os treinos em excesso, chamado de síndrome de overtraining ou supertreinamento já foi um problema exclusivo dos atletas, mas agora está presente nas academias e atinge pessoas obcecadas por malhação, amadores e até crianças. "O excesso de malhação é comum em homens que possuem o objetivo de hipertrofia, ou seja, que desejam ganhar músculos rapidamente. No caso das mulheres, o exagero ocorre frequentemente na busca pelo emagrecimento rápido; um alerta que passar horas malhando é tão prejudicial quanto levar uma vida sedentária", afirmou.

O abuso, segundo o educador, pode causar problemas musculares e até articulares. Ele lembra que quem está há muito tempo sem praticar exercícios, dependendo da intensidade do treinamento e do despreparo da musculatura, pode sofrer lesões. O exagero pode gerar dor crônica, edema (inchaço), limitação de algumas funções da articulação e, muitas vezes, lesões permanentes. "Em mulheres, o excesso também pode desregular o ciclo menstrual ou até cessá-lo, provocando uma osteoporose precoce", ressaltou.

De acordo com o personal, um dos primeiros sinais de que houve abuso na malhação são as dores contínuas. "Normalmente, o incômodo aparece de 24 a 48 horas após os exercícios, em decorrência da degradação muscular e da lesão pelo esforço. Elas tendem a cessar em dois a três dias. Porém, a permanência do sintoma é um alerta de que algo está errado", pontuou.


Na persistência da dor ou problemas ortopédicos mais graves, é fundamental realizar atividades apenas com a orientação médica. "Minha sugestão para quem está muito tempo parado são atividades de baixo impacto como alongamento, caminhadas e musculação com pouco peso. Para recuperar a boa forma, recomendo exercícios aeróbicos", sugeriu. Ele ainda pontua que a frequência dos exercícios varia de acordo com cada indivíduo. "Há também aqueles que, antes de iniciar uma atividade física, precisa da avaliação de um cardiologista", finalizou.

Por Catharina Apolinário

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