Slackline: andar na corda bamba

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Slackline andar na corda bamba

Foto: reprodução

Andar na corda bamba não é mais atividade de circo apenas. E nem expressão de quem está passando por uma situação complicada. Pela mão de escaladores, a atividade virou esporte, com modalidade radical inclusive, e agora encanta até famosos.

O slackline surgiu no Parque Yosemite, na Califórnia, no final da década de 1970, por culpa do inverno. Quando estava muito frio, não havia condições de escalada. Então, para se exercitar, a única saída era se equilibrar nas correntes dos estacionamentos do local. "Os escaladores perceberam que podiam esticar suas fitas de ancoragem para praticar o exercício", explica Diogo Barboza, diretor executivo da SlackBrasil, empresa que oferece informações e serviços relacionados ao esporte.

A atividade foi trazida pra cá também por escaladores daqui e ganhou destaque com o esportista Hugo Langel, que montou o maior highline (modalidade praticada a no mínimo 5 metros do chão) em terras tupiniquins. Ele atravessou a Pedra da Gávea, a 840 metros de altura, em 32 metros de comprimento.

Hoje, a prática ganhou status e virou febre entre os famosos. Luana Piovani, Caio Castro, Roger Flores, as gêmeas do nado sincronizado Bia e Branca Ferres e Kayky Brito já foram vistos andando na corda bamba nas areias das praias cariocas. E, certamente, não fizeram apenas para aparecer nos cliques dos paparazzi. A prática pode trazer mais benefícios do que o aparente. Segundo Diogo, a atividade alivia o estresse e auxilia no desenvolvimento físico e mental.

"O slackline movimenta músculos e articulações através da propriocepção [capacidade de reconhecer a localização espacial do corpo] e sua prática alcança áreas que não costumamos exercitar, além de exigir muita concentração e equilíbrio para se manter na fita, que oscila em todas as direções, tornando o desafio maior ainda. Com isso, o atleta deve manter o foco sempre no objetivo de atravessar para o outro lado", detalha Diogo. "Atletas do surf, skate, snowboard e praticantes de yoga e escalada tem praticado bastante".

Para praticar o slackline não é preciso muita coisa: uma fita especial e, claro, disposição para vencer desafios e trabalhar o equilíbrio, e a concentração para manter-se no alto. O melhor de tudo é que qualquer pessoa pode se aventurar na "corda bamba", desde que peça ajuda de alguém que saiba montar o sistema, para que a altura seja definida de acordo com cada necessidade (e possibilidade, claro).


Para quem quiser comprar os kits, com a fita e acessórios necessários, os valores variam de R$ 150 a R$ 480 e podem ser adquiridos na loja virtual SlackShop (www.slackshop.com.br) ou, pra quem mora no Rio de Janeiro, na Galeria River (Ipanema) ou no Extreme Club (Barra da Tijuca).

Por Ana Paula de Araujo (MBPress)

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