Quando a atividade física faz mal

Quando a atividade física faz mal

Todos sabem que praticar atividades físicas faz bem à saúde, ajuda a melhorar a autoestima, faz perder peso e aumentar o condicionamento, desde que seja um exercício adequado e feito da maneira correta. Do contrário, a atividade pode fazer mais mal à saúde do que trazer benefícios.

Um exemplo disso é quem pratica exercícios em excesso. O "overtraining" ou síndrome do excesso de treinamento, pode atingir desde atletas até pessoas comuns.

O problema ocorre quando há um desequilíbrio entre o exercício físico e o descanso. Quem se sobrecarrega de exercícios diariamente e não faz pausas de pelo menos um dia na semana, sofre grandes riscos de saúde.

O descanso é fundamental, pois é ele que faz os músculos se recuperarem do esforço e se regenerarem. Dessa forma é ideal, principalmente aos iniciantes, intercalar um dia de exercício com um dia de descanso.

Quando uma pessoa acaba se tornando viciada em malhação por não ver resultados a curto prazo, acaba intensificando a rotina de exercícios e deixando a pausa de lado, piorando ainda mais o seu problema.

Alguns especialistas, por exemplo, defendem que a atividade física não está associada diretamente à qualidade de vida. Profissionais que têm grande gasto energético, como é o caso de pedreiros e estivadores, teriam excelente qualidade de vida não é mesmo? Mas sabemos que nem sempre isso acontece.

Se a qualidade de vida significa um senso de bem-estar e satisfação em áreas da vida que uma pessoa considera importante, nem sempre a prática de exercícios é levada em consideração nesse caso.

O exercício praticado dessa forma exagerada não é saudável. Deveria ser um momento de relaxamento, mas acaba se tornando um motivo de estresse. Os músculos ficam mais frágeis e mais sujeitos a um rompimento.


Os hormônios do estresse, a pulsação e a pressão arterial se elevam. A pessoa se sente constantemente cansada, irritada, desmotivada e deprimida. Seus músculos parecem doer o tempo todo e ainda pode começar a sofrer de insônia. Com tudo isso, a resistência do organismo despenca e o atleta fica mais suscetível a infecções e diminuindo resistência contra gripes e resfriados.

Por Jessica Moraes

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