Pilates equilibra a tradição dos mundos Oriental e Ocidental

Pilates equilibra a tradição dos mundos Oriental e

Foto: reprodução/ Corbis

Não há dúvida de que as culturas oriental e ocidental são diferentes em muitos aspectos. E mesmo que muitos costumes sejam contrários no que diz respeito ao desenvolvimento histórico, econômico, político e social, o desejo comum de paz une cada vez mais.

Essa união tem servido inclusive de inspiração para diversas práticas esportivas, entre elas, o Pilates. As artes marciais, o boxe, a yoga e até o ballet clássico podem estar presentes em uma prática. É o que garante o instrutor Rodrigo Nanô, que resgatou conceitos de cada mundo para criar a chamada Contrologia.

Do Oriente, o conceito de prevenir e não remediar. "No Pilates, o condicionamento alcançado com a disciplina evita possíveis patologias comuns como lombalgia, hérnia de disco, escoliose, entre outras lesões indesejadas", conta. A maioria delas acontece pela má postura diária e sedentarismo.

Segundo Rodrigo, aprendemos também com os orientais o poder da mente e da concentração. Os movimentos devem ser feitos em menor quantidade, mas com muito mais qualidade.

Do Ocidente, o profissional conta que adotou muitas referências do Ballet Clássico como, por exemplo, alongamentos feitos no aparelho de Pilates (chamado de Cadillac ou Trapézio).

O tônus e a firmeza muscular é objetivo de muitas modalidades ocidentais, como o Boxe, por exemplo. Os movimentos inspiram alguns exercícios realizados no aparelho.


Concentrando os dois mundos, a Contrologia incentiva a mente a controlar os músculos. "Focar atenção nos músculos posturais ajuda a manter o equilíbrio do corpo como suporte da coluna vertebral. Como consequência, ganhamos uma consciência maior da respiração que, sincronizada à coordenação motora do corpo, temos a sinergia integral das duas tradições, o encontro do mental com o físico, isto é, o método Pilates", conclui.

Por Lívany Salles

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