Pilates, bom até para combater a osteoporose

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Pilates bom até para a osteoporose

Foto: divulgação.

Desde muito pequeno, o alemão Joseph H. Pilates tinha fascinação pelo corpo humano. Ele era extremamente doente, tinha raquitismo, asma e mais uma porção de enfermidades que o fizeram se interessar por uma melhora na qualidade de vida. Foi essa fixação pela saúde que o levou a desenvolver o que, hoje, conhecemos como Pilates: um método de exercícios de baixo impacto que promete, além de fortalecimento de músculos e ossos, melhorar a postura global do praticante e, de quebra, dar mais flexibilidade, força e disposição.

Segundo Mônica Cardona, personal trainer do Pilates by Roberta Cardona Studio, em São Paulo, o Pilates apresenta um leque de mais de 500 exercícios para serem praticados, sempre com calma e equilíbrio do centro de força do corpo. "Diferente de outras técnicas, o Pilates trabalha a força e o alongamento ao mesmo tempo. Além disso, ele enfatiza a respiração, item fundamental na vida", comenta.

O bom dos exercícios é que qualquer pessoa pode praticá-los. Basta querer. "O Pilates pode ser feito por idosos, jovens, sedentários e até mesmo atletas, porque os ajudam a entender o funcionamento do corpo e a melhorar o desempenho do esportista, de acordo com a área de atuação", afirma Mônica.

Para começar a praticar o Pilates é bem simples. Primeiramente é necessária uma liberação médica. E depois é preciso somente muita dedicação e aproveitar todos os benefícios dos exercícios.

Impressionantemente, o método não tem lá grandes restrições. "Justamente por se adaptar às necessidades do aluno é que o método tem uma restrição mínima. Tenho alunos com próteses de quadril, obesos, com problemas no ombro, com hérnia de disco", comenta a personal. Isso ocorre porque todos os exercícios podem ser adaptados para a necessidade de cada pessoa. "É uma técnica que respeita a individualidade do aluno", diz Mônica.

A técnica se adapta tão bem a cada pessoa que Rosa Maria Scaff Bonotti não troca os exercícios por nada. A professora de inglês, de 61 anos, afirma que já passou por diversos cursos, mas o Pilates foi o que a fez se apaixonar. "Faço exercícios desde os meus 19 anos. Já passei por judô, defesa pessoal, musculação, ginástica localizada, e mais uma porção de outros", conta.

Em 2003, Rosa começou a se interessar pelo método Pilates e a vontade de praticá-lo só crescia. Em 2005, a professora iniciou o Pilates, por meio da indicação de um aluno. No começo eram duas vezes por semana, intercalado com aulas de yoga. Hoje, Rosa vai às aulas três vezes por semana e não sente mais as dores que a incomodavam no começo. "Eu tinha muitas dores, por conta do meu histórico familiar de ‘ites’. Hoje não sinto mais dor alguma", conta. "Fui fazer Pilates com osteopenia, rumo a uma osteoporose. Depois de algum tempo de dedicação ao exercício fui realizar meus exames de densitometria e minha médica ficou impressionada com a minha melhora. Ganhei massa até na coluna", afirma a simpática professora.

Em termos de estética, Rosa afirma que também saiu ganhando. "Perdi 12 kilos e passei do manequim 46 para o 42." E mesmo depois de três cesarianas, ela afirma que perdeu a "barriguinha de avental", em definição própria.

Rosa fez questão de salientar que esses ganhos foi somente por meio do Pilates: "Sou contra lipoaspiração e outras condutas, porque acho que o barato sempre sai mais caro. Você pode perder tudo em um dia, mas dali a pouco ganha tudo de novo", afirma.

Além disso, Rosa, praticante do Pilates há cinco anos, afirma que não adianta praticar o método achando que, de um dia para o outro, vai conseguir o corpo dos sonhos: "Você tem que ser persistente, disciplinada. Não existe milagres".

Mônica salienta que se deve tomar um cuidado especial na hora de escolher a academia onde você fará o Pilates. É bom sempre perguntar onde o professor se formou, que cursos fez... "Sempre tentar tirar alguma informação", afirma a profissional.


O valor de cada aula pode variar de R$ 60 a R$ 150, em média. Mas Mônica afirma que não existe um preço certo. "Você pode encontrar por menos do que essa média, ou mesmo por um pouquinho mais."

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

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