Fisioterapia no tratamento de Parkinson

Fisioterapia aquática e de solo no tratamento de P

O Mal de Parkinson é uma afecção degenerativa do sistema nervoso central, onde os neurônios que produzem a substância dopamina, um importante mensageiro químico ou neurotransmissor responsável pelo envio dos sinais dos comandos motores até a sua execução, param de funcionar.

A redução da quantidade de dopamina leva a uma alteração na capacidade do paciente controlar os movimentos. Os principais sintomas motores são caracterizados por: tremores nas mãos, pés, queixo e mandíbula; rigidez muscular nos membros, pescoço e tronco; redução da quantidade e velocidade dos movimentos; além de distúrbios no equilíbrio.

Para o tratamento, um programa de atividades físicas é fundamental na preservação das habilidades dos pacientes, uma vez que as alterações corporais são em grande parte resultantes da imobilidade.

A Fisioterapia Convencional em solo com atividades orientadas para o treino de marcha e equilíbrio em diferentes terrenos, exercícios de fortalecimento e alongamento globais para evitar fraqueza e encurtamento muscular, bem como rigidez articular é extremamente importante.

Este tipo de terapia auxilia em movimentos simples que possuem certa dificuldade graças à ação da gravidade, como levantar, deitar e sentar na cama ou na cadeira. Já no tratamento de Hidroterapia ou Fisioterapia Aquática, há redução do peso corporal, provocada pela força do empuxo.

Com isso, alguns movimentos muitas vezes impossíveis de serem realizados em solo, tornam-se mais fáceis e livres de sobrecarga. Na água, a resistência é de 600 a 800 vezes maior que no ar, ou seja, ela oferece um maior tempo de resposta motora, favorecendo o treino do equilíbrio estático e dinâmico com maior segurança e eficiência.

A combinação do empuxo somado ao calor da água proporciona redução na rigidez muscular e melhora da mobilidade articular global, prevenindo retrações e contraturas através de um alongamento muscular melhor. A diminuição da ação da gravidade permite aos pacientes assumirem posturas eretas, favorecendo a reeducação postural.

Além disso, o meio líquido proporciona melhora na expansão torácica através de exercícios respiratórios contra a pressão hidrostática. A Hidroterapia amplia significativamente as possibilidades de movimento, vencendo dificuldades, reconstruindo uma imagem corporal positiva e aumentando a autoestima.

As terapias em solo e água, que podem ser encontradas na Acquaterapia, se complementam, tornando o tratamento de reabilitação mais efetivo. É fundamental que os pacientes de Parkinson sejam submetidos a um programa de tratamento específico que estimule a realização de movimentos, visando principalmente uma melhor qualidade de vida.

Sempre importante lembrar que devido à particularidade dos sintomas apresentados por cada paciente, é imprescindível que seja elaborado um programa de tratamento específico com bases individuais, a fim de obter resultados satisfatórios.


Para isso, é necessário que o paciente seja submetido inicialmente a uma avaliação fisioterapêutica minuciosa, tanto no solo quanto na água, para que os profissionais envolvidos possam determinar quais as necessidades e objetivos principais de cada tratamento.

Por Jessica Moraes

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