Dança indiana - direto dos sets de Bollywood

Dança indiana  direto dos sets de Bollywood

As professoras de dança indiana Iara Ananda Romano e Naira de Almeida Prado.

Desde que a novela “Caminho das Índias” começou, muito da cultura daquele país passou a se popularizar por aqui. A dança, uma das grandes protagonistas da trama, pode ser vista na abertura e em todos os capítulos. Agora, a menina Chanti, interpretada por Carolina Oliveira, resolveu deixar a família para virar dançarina de “Bollywood”. Mas o que dança é essa, que vem dando ainda mais movimento à novela e também ganhou o mundo na cena final do filme “Quem quer ser milionário?”

Na Índia, os longas representam grande parte da indústria do entretenimento e são chamados de “Bollywood”, numa referência à “Hollywood” e a cidade de Bombay, antigo nome da cidade de Mumbai, a maior do país. O nome “Bollywood” também denomina o estilo de dança feito pelos atores e dançarinos nos filmes indianos. A professora de dança Iara Ananda Romano explica que esse é um estilo que engloba diversos tipos de danças, tanto indianas quanto modernas, como hip-hop e jazz. “A dança indiana clássica é muito mais tradicional, conta histórias dos deuses e segue uma série de regras milenares. Já o “Bollywood” é uma grande mistura, é bem divertido!”, diz.

Iara dá aulas de dança clássica indiana há 7 anos e, desde 2004, também ensina o “Bollywood” e o “Bhangra”. A mãe dela, Patrícia Romano, juntamente com Fernanda Nunes, trouxe esse estilo para o Brasil e hoje a escola delas é o único grupo filial do londrino “Bollywood Grooves”, comandado pela indiana Vandana Alimchandani. Por aqui, eles se chamam “Bollywood Grooves Brazil”.

O grupo vai tão bem que participou da abertura da novela das oito e agora é convidado para vários trabalhos na televisão e apresentações em geral. “A cultura indiana está em alta por todo o mundo! É muito bom ver como uma cultura tão linda e rica está tomando espaço no Brasil”, se derrete Iara.

Ela conta que as aulas são muito divertidas e não tem restrição de idade. “Temos alunas de quatro a 60 anos, homens e mulheres. Não exigimos que as pessoas dancem perfeitamente, como na dança clássica, mas que se sintam felizes dançando. É mais importante que o coração dance do que o próprio corpo”, explica. Segundo ela, a aula começa com alongamentos para preparar o corpo, vai para alguns passos de “bhangra” e “bollywood” e depois, para a coreografia em si. “Em cada aula se aprende uma dança diferente, depois recapitulamos as passadas”. O “Bhangra” é um estilo de música e dança folclóricos típicos do estado do Punjab e atualmente tem sido remixada com vários outros tipos de músicas.

Iara garante que esse é uma maneira divertida de perder peso sem ficar preso aos aparelhos de ginástica. “É uma dança que trabalha todas as partes do corpo. Desde as pernas e braços até olhos, ombros e pescoço”, conta.


A moça teve contato com a cultura indiana desde pequena, por que a mãe sempre foi apaixonada pelos costumes de lá. “Em 1996, ela fez uma aula com uma professora indiana e desde então fez diversas viagens a Índia para aprender mais e mais. Essa professora a autorizou a abrir uma filial de sua escola no Brasil. Dançamos há 13 anos!”, lembra. O grupo já fez inclusive viagens internacionais, para Venezuela, Equador, Colômbia, Inglaterra e Turquia, divulgando a dança indiana. Iara chegou a morar também na Índia, em 2004, para se aperfeiçoar na dança clássica. A mãe dela vive hoje na África e deixou a Natyalaya brasileira sobre o comando da filha e de Naira de Almeida Prado, também bailarina e coreógrafa. A escola fica na cidade de São Paulo e o contato pode ser feito via internet (www.natyalaya.com.br).

Por Sabrina Passos (MBPress)

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