Correr na rua ou na esteira?

Correr na rua ou na esteira

Há quem prefira correr a fazer musculação para manter a forma e dar adeus ao sedentarismo. Entre os adeptos encontramos dois grupos: os que gostam de ir para as ruas, para sentir o vento bater no rosto, e também os que não abrem mão de usar a esteira, seja em casa ou na academia. Mas será que há diferença entre correr na rua ou na esteira?

Segundo o professor Rogério Orban, da academia Bodytech, no geral o corredor de esteira está mais focado na perda de peso e qualidade de vida. E comenta: "Teve um crescimento muito grande dos atletas que utilizam mais a esteira para completar seus treinos de corrida."

Quanto às lesões, os treinos de rua e de esteira trazem os mesmos riscos, o que vai variar é o grau de adaptação do aluno para a modalidade. "Muitas lesões ocorrem porque o praticante força muito no treino, aumentando o volume e intensidade dos mesmos sem a estrutura (corpo) estar preparada", explica o professor.

Tanto a corrida na esteira quanto na rua trabalham a mesma quantidade de músculos. A diferença é que na esteira o atleta tem uma facilidade maior para realizar a passada, enquanto que na rua é preciso aplicar mais força para o deslocamento, devido ao atrito e desnível de terreno. "Por este motivo, o gasto calórico na rua é maior. Na esteira podemos incluir a rampa para simularmos o gasto energético da corrida de rua", sugere Orban.

Para quem deseja começar a correr, as duas opções, com as devidas orientações, são válidas, mas é importante lembrar que na esteira o iniciante tem mais facilidade para corrigir sua postura e passada. Entretanto, se o objetivo do atleta for participar de uma corrida de rua, o ideal é que ele realize a maioria dos seus treinos na rua mesmo.


Rogério dá dicas sobre o calçado: ele garante que o mesmo calçado de rua pode ser usado também na esteira. "Na esteira temos amortecimento um pouco maior e podemos até utilizar tênis mais leves. Já na rua, se o praticante estiver acima do peso, o tênis deve ter maior amortecimento!

Por Juliana Falcão (MBPress)

Comente