Carveboard - surf no asfalto

Carveborad  surf no asfalto

Foto: Leonardo Bosco e Paulo Moretto. Arquivo Pessoal Jorge Longo

Amantes de altas doses de adrenalina, praticantes do surf e do skate precisam conhecer o carveboard, um esporte radical que leva para o asfalto as manobras praticadas em cima de uma prancha.

Como todo esporte, ele também ajuda a perder aquelas gordurinhas e deixar o corpo em forma. A modalidade trabalha coxas, abdômen e panturrilhas. E quem pratica periodicamente - uma hora e meia por dia, três vezes por semana - pode perder até 500 calorias.

O carveboard foi criado na segunda metade dos anos 90, pelo surfista profissional Brad Gerlach. O equipamento parece um skate, só que com eixos mais flexíveis. Jorge Longo é fera na modalidade. Ele pega onda desde os 12 anos de idade e inseriu o carveboard em sua vida como forma de praticar as manobras do surf diariamente, já que morava na cidade e ia para o mar somente aos fins de semana.

"Quem surfa sabe que o esporte não se limita ao período em que se está no mar. É todo um estilo de vida voltado ao surf, seja no seu modo de vestir, andar, falar. E o carveboard é um simulador de surf no asfalto, algo que me deixa mais próximo daquela sensação de deslizar sobre as ondas, um momento só meu, sem estresse depois de um longo dia de trabalho", descreve.

O carveboard acompanhou Jorge até mesmo no dia do seu casamento: o pajem levou as alianças a bordo de um carveboard e a noiva foi transportada por uma surf van (carro para transporte de surfistas). "Nós queríamos um casamento que fosse a nossa cara. Então escolhemos uma igreja, cujo altar era uma prancha de surf. Minha noiva, Camila, estava de branco, linda, e eu de terno, boné e tênis", lembra.

Não é preciso ter preparo físico para andar da carveboard. Porém, por ser um esporte radical, tem os seus riscos. "O respeito pelo limite individual é algo muito importante, pois quando vemos os atletas mais antigos andando queremos fazer as mesmas manobras. Mas nos esquecemos de que foram necessários anos de treinamento até chegarem a esse ponto", ressalta o praticante.

Segundo Jorge Longo, um carveboard novo custa em média R$ 850, fora os equipamentos de segurança (capacete, joelheira, cotoveleira e luva), que custam cerca de R$ 150. "Já um carveboard usado sai bem mais em conta, podendo chegar a R$ 350".

Os praticantes do caverboard se divertem em locais com pouco ou nenhum trânsito de carros. Em São Paulo, uma boa opção é o Parque da Independência, local ideal para quem quer iniciar que é o ideal pra que está começando. "O futuro do carveboard já está em atividade. Temos aí o atleta mirim Lucas Malvadinho (cinco anos) e Luca Andrade (sete anos), que ao seguirem os passos dos pais Jorge Malvadão e Rodrigo Andrade já estão quebrando na ladeira."


Semanalmente acontecem encontros em diversas partes de São Paulo. Lá são dadas as primeiras dicas para quem está começando. Para acompanhar, basta acessar o site www.carvericks.com. "O surf é a ‘alma’ do carveboard! Mas carve também é skate, por isso com o carveboard toda ladeira vira onda e toda cidade vira praia", finaliza Jorge.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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